A Optimus avança daqui a cerca de um mês com mais testes à tecnologia LTE, habitualmente designada por quarta geração móvel, em dois novos clusters, localizados em Leiria e Lisboa. O novo núcleo de testes junta-se ao cluster que a empresa já tem no Porto, adiantou esta tarde José Pinto Correia, CTO da Optimus, num encontro promovido pela Associação Portuguesa das Comunicações para debater a mobilidade de alta velocidade.



À margem do evento, o responsável confirmou ao TeK que os dois clusters põem em práticas testes à tecnologia com a Ericsson e a ZTE. No Porto o fornecedor tecnológico parceiro da Optimus é a Huawei.



José Correia explicou ainda que a dimensão dos dois clusters em que a Optimus planeia começar a realizar testes em breve é idêntica à estrutura montada no Porto, com cerca de duas dezenas de sites em cada uma delas.



Recorde-se que em Janeiro deste ano a empresa deu nota de alguns resultados dos testes realizados no Porto, onde foram conseguidas velocidades de download de 150 Mbps e velocidades de upload de 60 Mbps.



As concorrentes TMN e Vodafone têm também dado notícias de testes realizados à tecnologia. A TMN fez em Março de 2010 uma demonstração pública da tecnologia. Um mês depois foi a vez da Vodafone. Em Abril deste ano a TMN voltou a mostrar o LTE a funcionar, desta vez em ambiente urbano real.



Partilha de investimentos no 4G é uma oportunidade


No encontro organizado pela Anacom os operadores discutiram os principais desafios da quarta geração móvel, frisando o impacto positivo que a nova geração pode ter na rentabilidade do sector, abrindo caminho a novos serviços e novos modelos, a menores custos.


TMN, Vodafone e Optimus concordaram que a partilha de investimento na quarta geração móvel deve ser encarada como uma oportunidade. Alfredo Baptista, CTO da PT, explicou a este propósito que tudo “depende do modelo” e da sua capacidade para criar valor aos operadores. “Movemo-nos num mercado tão competitivo sejamos também nós competitivos”, defende o responsável.


De notar que a partilha de investimentos no 4G é uma hipótese que a PT tem refutado sempre, através das intervenções dos seus responsáveis.


Nota de redacção: A notícia foi corrigida numa troca de nome de um dos operadores referidos.

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