A tendência é mais forte junto dos adolescentes (61%) e diminui à medida que se analisam outras faixas etárias, que mantêm a preferência no ecrã tradicional, mas ainda assim mais de metade dos portugueses usam diariamente conteúdos de TV on demand. 

Uma das grandes tendências identificadas pela Ericsson a nível global, indica que em 2020 será atingido um equilíbrio entre o consumo de televisão linear (TV tradicional, assente na grelha de programas definidos por quem fornece o serviço) e não linear.

Nos mercados mais evoluídos essa meta já está alcançada e Portugal faz parte desse grupo. Por cá, o consumo de televisão já é tão relevante nos serviços lineares como nos serviços de streaming on demand ou que tiram partido das funcionalidades de gravação das plataformas de televisão.

"Neste momento o mercado português está muito avançado e quase ao nível de mercados como o dos Estados Unidos", sublinhou Rodolfo Correia, responsável pela área de televisão da Ericsson num grupo de 20 países, onde se inclui Portugal.

Os aspetos mais relevantes para os portugueses no consumo de TV dão outro sinal da maturidade do mercado nesta área. Um em cada quatro portugueses está disposto a pagar mais para ter acesso a conteúdos 4k.

Entre 2014 e 2015 os consumidores portugueses também passaram a dar mais importância à possibilidade de levar os conteúdos para diversos ecrãs e passaram a valorizar com mais insistência o acesso a conteúdos on demand ou a possibilidade de recuar na programação. Em 2014 50% dos inquiridos tinha sublinhado a importância destas caraterísticas, em 2015 foram 56% a fazê-lo.
O mesmo estudo, cujas primeiras conclusões já tinham sido reveladas no início de setembro, também mostra que oito em cada 10 adolescentes portugueses vêm conteúdos televisivos em streaming ou vídeo pelo menos uma vez por dia.

Revela que consumimos 30 horas de televisão por semana e que os filmes e séries gravadas lideraram as preferências em frente ao ecrã.

No mesmo evento a Ericsson mostrou uma nova plataforma de serviços de televisão, que tem vindo a desenvolver e que em breve começará a ser testada por um grupo de operadores em vários países.

A nova plataforma media first garante uma experiência única para diferentes ecrãs (tablet e televisão), integra apps e conteúdos televisivos com uma navegação mais fácil e intuitiva.

A edição de 2015 do estudo do Consumer Lab da Ericsson foi realizado em 20 mercados, onde foram feitas 20 mil entrevistas.

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