O INOV-INESC, na qualidade de organismo que executa ações de monitorização de radiações de telecomunicações, garante que em Portugal os níveis estão em 95% dos casos cerca de cem vezes abaixo dos máximos recomendados.

Os valores foram revelados por Luís Correia, membro do INOV-INESC e professor no Instituto Superior Técnico, à agência Lusa. Os resultados têm por base três mil análises já realizadas por todo o país e vão ao encontro dos últimos valores revelados pela monIT, outra entidade que monitoriza as radiações eletromagnéticas de telecomunicações.

"Até hoje nunca encontramos nenhum caso em que os valores das radiações electromagnéticas sejam acima dos máximos recomendados. Na esmagadora maioria dos casos as pessoas estão expostas a valores muito baixos e não há motivos para preocupação", revelou o docente.

Os técnicos do INOV-INESC fazem em média uma a duas ações de monitorização por mês, maior parte das quais requeridas por privados que pretendem analisar as radiações de antenas que estão perto de escolas e prédios de habitação. Por parte de entidades públicas, câmaras municipais e juntas de freguesia também requerem alguns controlos às radiações.

Luís Correia contou que os pedidos de análise são motivados sobretudo para saber qual a relação entre os níveis reais de radiação e os limites aconselhados, e nunca por motivos relacionados com medos de contrair doenças - factor que tem sido analisado em vários estudos e sobre o qual ainda não há uma conclusão "universal".

Nos outros tipos de radiações - provenientes de antenas de televisão e rádio, bem como de equipamentos de casa como os microondas - também nunca foram detetados níveis acima dos valores recomendados.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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