O responsável pela equipa do FMI para Portugal explicou à agência que o principal objetivo na área de preços da eletricidade, telecomunicações e outros sectores de bens não transacionáveis é que estejam em linha e comecem a cair à medida que a concorrência aumenta ou a procura cai. “Até agora não o estamos a ver e isso é muito desapontante. Se não responderem às condições económicas penso que definitivamente teremos de olhar para o que o se passa e revisitar as reformas”, afirmou em entrevista telefónica.

Este são sectores que o grupo formado pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (conhecido como a Troika) já tinha eleito como uma das prioridades, com imposições na área das terminações móveis que levaram a reduções de preços, entre outras medidas. Na altura a associação de operadores, Apritel, preparou mesmo um documento onde realçava que algumas medidas podiam por em causa a sustentabilidade financeira das empresas.

Abebe Selassie admitiu à Lusa que a missão esperava que as reformas fossem mais profundas, como estava inicialmente previsto nesta matéria, mas mesmo assim elogia o Governo e afirma que este fez o que pode com as limitações que tinha.

"Um primeiro conjunto de reformas foi acordado e realizado ao abrigo do programa no ano passado. Não foram até onde gostaríamos que tivessem ido, mas o Governo tentou fazer o máximo que podia face a todas as considerações que tinha de tomar", disse o responsável pela missão.

O FMI defende que Portugal precisa de ter uma economia muito competitiva e dinâmica, e neste campo, as empresas dos sectores de eletricidade e telecomunicações têm de dar o seu contributo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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