A sexta edição do Lisboa Games Week abriu portas e nos próximos quatro dias, até domingo, dia 24, a FIL vai receber milhares de visitantes para experimentar não só novos videojogos, mas também experiências relativas ao entretenimento digital, eSports, Cosplay, jogos de tabuleiro, e muitas outras atividades. O evento realiza-se uma semana depois do Moche XL Games World, um certame que surgiu depois da separação de caminhos entre a AIP FIL e a anterior organizadora, a E2Tech.

Os dois pavilhões habituais da FIL e o auditório estão repletos de atividades para visitar e experimentar, e à imagem do ano passado, os visitantes podem assistir a palestras relacionadas com videojogos, eSports e até sobre matérias educativas. O objetivo é informar os mais jovens os benefícios que os videojogos podem ter nas suas vidas, e quem sabe seguir carreira na programação, por exemplo, e como tal a presença da Happy Code, a Microsoft, a ISCTE-IUL e outras entidades, destacando que a FIL tem experiência na organização do evento Futurália, sempre com o pensamento no futuro profissional dos jogos.

A Happy Code tinha mesmo computadores disponíveis no auditório, com aulas práticas, desafiando alunos do segundo ciclo e secundário a desenvolver um videojogo em apenas uma hora. Tendo em conta que no ano passado o Lisboa Games Week recebeu cerca de 12.500 alunos, este ano, a organização espera 18.000, considerando a aposta no programa para os jovens do primeiro ciclo do ensino básico. E no fecho deste artigo apurámos que o evento tinha recebido 9.000 alunos, número que se sexta-feira se repetir, cumpre-se o objetivo da organização.

Mas como os videojogos são a alma destes eventos, a presença das três fabricantes fez-se sentir, nomeadamente a Sony que levou praticamente o mesmo conteúdo presente no Moche XL Games World, exceto todo o palco dedicado ao Modo PlayStation. Mas contem com dezenas de postos de jogo, o espaço do novo título Predator: Hunting Grounds, a experimentação de Iron Man VR. Há lançamentos recentes como o Concrete Genie, GRID e PES 2020, mas também títulos “clássicos” como Spider-man, God of War e Days Gone.

A Nintendo trouxe também praticamente o mesmo stand, com os postos de experimentação de Luigi’s Mansion 3 numa tenda dedicada, e os visitantes podem ainda tirar fotografias rodeados de fantasmas. Podem também experimentar o mais recente Pokémon Sword and Shield, e outros títulos do seu catálogo. A empresa promete atividades no seu palco durante todos os quatro dias, assim como batalhas de Splatoon 2 em rede e para aqueles que querem transpirar um pouco, pode experimentar o mais recente periférico de ginástica, o Ring Fit Adventure.

Presença pouco evidente da Xbox, apostando sobretudo no seu mais recente lançamento Gears 5, infelizmente um espaço menos caracterizado e com pouca oferta, que se traduz no fraco investimento da marca em Portugal. De salientar a presença da Warner Bros., que trouxe Mortal Kombat XI, desafiando os jogadores a visitarem uma das famosas Torres presentes do jogo para uma foto, mas claro, não em tamanho real…

Para os mais saudosistas, o museu Nostálgica regressou à Lisboa Games Week com diversas coisas para mostrar e experimentar. Para além de uma vasta coleção de máquinas árcade, os visitantes podem experimentar jogos das consolas antigas, mas também conhecer um pouco mais sobre a história dos videojogos. É que o espaço oferece também uma pequena exposição, uma amostra do que pode encontrar no Museu, com explicações históricas dos objetos, como jogos, consolas e até publicações relacionadas com videojogos.

No que diz respeito à oferta de videojogos indie, a Associação de Produtores de Videojogos tem um espaço dedicado ao melhor do que se faz em Portugal. Pode experimentar títulos como Those Who Remains da Camel 101 ou o Chronos, um dos jogos portugueses que tem feito bastante furor. Prism Seekers que o SAPO TEK já deu a conhecer, pode também ser experimentado, assim com Traffix, um curioso jogo para smartphones que desafia os jogadores a assumir o papel de um controlador de tráfego aéreo. A Marmalade está no espaço com o seu catálogo, incluindo o recente Game of Live Vacations, e a Funcom, que esteve presente no GameDev Camp repete a presença num evento português, acompanhado da sua sucursal portuguesa, a ZPX, lembrando que estão a recrutar para os seus estúdios.

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O Pikachu anda pela Lisboa Games Week, mas será que vão conseguir apanhar todos?

Para quem visitou o evento da semana passada, vai encontrar algumas diferenças na oferta de algumas experiências. Por exemplo, na falta de oferta de cosplay no evento anterior, no Lisboa Games Week existe um espaço totalmente dedicado a este sector dos videojogos, por vezes menosprezados nos eventos de cultura pop. A presença de fãs vestidos a rigor espalhados pelo evento dá cor e animação ao espaço, e a organização alocou mesmo uma área dedicada onde foram expostos fatos, e fez-se negócios com acessórios, um pouco como aconteceu na Comic Con. Os visitantes podiam mesmo participar em sessões fotográficas promovidas nos seus espaços.

E por falar em negócio, as lojas de merchandising não faltaram, oferecendo tudo o que os visitantes mais geeks poderiam encontrar, desde action figures, canecas e tshirts, entre outros.

Espalhados pelos dois pavilhões estão ainda diferentes simuladores de condução, reunindo grupos de curiosos em torno das máquinas, cheios de vontade para as experimentar. Marcas como a HP Omen e a Sennheiser têm também nas suas ativações produtos e diferentes experiências lúdicas para os seus visitantes, entre (mais) simuladores e realidade virtual. Acerca do VR, o evento oferece uma área dedicada a diferentes experiências, numa espécie de sala fechada que queremos espreitar com mais atenção mais tarde.

E à imagem do ano passado, o wrestling faz parte da cultura popular dos mais jovens, e por isso foi criada uma arena com demonstrações de golpes populares. Ainda como ofertas diferenciadoras, a área da robótica permite aos jovens aprenderem a construir os seus robots, ou pelo menos assistir a demonstrações de corridas e combates entre as pequenas máquinas.

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No museu Nostálgica vai poder encontrar consolas antigas, com pequenos textos de explicação.

Para os amantes de competições de eSports, o evento tem em cartaz interessantes palestras sobre o tema no auditório, mas claro, torneios como a Omen Atlantic Challenge, que reúne equipas internacionais de Counter-Strike, assim como a final nacional de League of Legends. Os fãs de Ricardo “Fox” Pacheco podem também visitar a sua loja e há um espaço igualmente ativado pela equipa portuguesa FTW.

A organização prometeu rechear o evento com uma experiência adicional com uma app dedicada, com conteúdos e que pretendia funcionar como um companheiro para guiar na experiência do evento. No entanto, pela experiência do SAPO TEK, a app não se encontra na Google Play e deve ser utilizado o QR Code para aceder à aplicação, como nos foi explicado pela organização. De notar que deve ser utilizado as apps entegradas nos sistemas do smartphone, caso contrário poderão aparecer outros resultados, como aconteceu com o SAPO TEK, primeiro o Revolut e depois uma app de taxis.

No Lisboa Games Week há ainda espaços para descansar e relaxar, com diversos lugares espalhados pelos recintos, áreas de restauração dentro e fora dos pavilhões. Um auditório central, com diversos lugares sentados onde passam trailers de Star Wars em loop, servem igualmente para os visitantes recuperarem a sua "Força".

A edição deste ano do Lisboa Games Week procura uma maior diversidade de experiências, para além dos videojogos, aliando a cultura popular do cinema, séries, robótica e competições. Prometem ser quatro dias repletos de atividades para miúdos e graúdos, visto que dentro do evento há um lounge para os pais que não gostam tanto de videojogos, e preferem ficar a conversar.

Pode visitar o Lisboa Games Week até ao próximo domingo, na FIL, no Oriente.

Nota de redação: Artigo corrigido em relação à aplicação, que uma vez utilizada uma app genérica de leitura de QR Codes esta encaminhava para outras aplicações distintas. Deverá utilizar, se possível a app do leitor do próprio smartphone.

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