Viajar tão longe do sol durante tanto tempo foi um dos desafios que os cientistas da NASA tiveram de ultrapassar quando desenharam a missão New Horizons. A energia solar, um recurso comum em muitas missões da agência, neste caso não era uma opção válida

e em vez disso a NASA optou pelo nuclear, equipando a sonda com uma bateria que converte a radiação de decomposição de plutónio em eletricidade.

O sistema vai garantir que a New Horizons continue ativa por mais alguns anos e com uma agenda cheia. Os próximos 16 meses vão ser passados a enviar dados para a Terra com as informações recolhidas no planeta anão, que vão ser categorizadas em grupos de baixa, média e alta importância.

Depois de Plutão, a sonda vai explorar a Cintura de Kuiper e depois disso, ainda vai mais longe. De acordo com Alan Stern, responsável pela missão, a New Horizons vai "explorar as profundas extensões da heliosfera" - uma área que se estende muito para além da órbita de Plutão.

“Eventualmente, vamos chegar a um ponto em que não vamos poder operar o computador primário da sonda e o sistema de comunicações. Estimamos que esse ponto seja atingido por volta de 2030”, afirmou o responsável.

Até aqui, durante a viagem de três mil milhões de milhas (4.828.032.000 quilómetros) até Plutão, a New Horizons “telefonou” para casa 21 horas com uma série de mensagens que duraram 15 minutos. 

Para gerir o consumo energia durante esta longa viagem foi fazendo algumas “sestas” que lhe permitiam recuperar condições para continuar a viagem.

 

 

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