Em 2019, a norte-americana Picnic mostrou ao mundo a sua primeira plataforma automatizada de produção de pizzas. Desde então, o “chef-robot” da startup oriunda de Seattle tem vindo a ganhar popularidade, com demonstrações em feiras tecnológicas, como a CES em 2020, mas também com parcerias com restaurantes nos Estados Unidos e mais além.

Do outro lado do Atlântico, o restaurante PizzaHQ, em Nova Jersey, foi um dos mais recentes a receber a tecnologia da Picnic. Em julho, o restaurante fechou uma parceria com a startup com vista a aumentar a produção de 500 para 1.500 pizzas por dia.

A plataforma da Picnic funciona como uma espécie de linha de montagem automatizada. Depois de os colaboradores do restaurante estenderem a massa, a mesma é colocada num tapete rolante. A partir daqui, o robot trata de adicionar molho, queijo e outros toppings. A pizza é depois transportada para o forno e, uma vez pronta, é servida.

De acordo com a Picnic, o sistema desenvolvido é capaz de fazer até 180 pizzas numa hora ou 300 mais pequenas. A startup afirma que a plataforma consegue produzir pizzas em grande escala, com ingredientes personalizáveis, e de uma forma consistente e sequencial.

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Em entrevista ao website Nation's Restaurant News, Matt Bassil, cofundador do PizzaHQ, explica que a automação do processo de produção permite uma maior consistência do produto final, sendo este um dos motivos que levaram o restaurante a optar pela implementação da tecnologia.

Mas será que os “chefs-robot” vão substituir os humanos? No caso do PizzaHQ, Matt Bassil afirma que o restaurante “nunca será verdadeiramente uma operação sem humanos”. É certo que a plataforma automatizada produz as pizzas, mas serão necessários colaboradores para tratar de certas partes do processo, assim como da preparação da massa e ingredientes.

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Além disso, a adoção da tecnologia abre a porta a novas posições de trabalho relacionadas não só com a manutenção do “chef-robot”, mas também na área de comunicações, vendas e estratégia de marca, como detalha Matt Bassil.

Além de restaurantes ou até campus de universidades, a Picnic também está de olhos postos nas grandes cadeias, como a Domino’s na Alemanha, com quem fechou uma parceria para testes no início de setembro.

Para lá das pizzas, nos Estados Unidos também há robots que dão uma ajuda a cozinhar hamburgers. A cadeia de fast food norte-americana White Castle é uma das empresas a tirar partido deste tipo de soluções e, em 2020, fechou  uma parceria com a Miso Robotics.

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O Flippy recorre a inteligência artificial para identificar o tipo de comida com que vai interagir, recolhe o produto, coloca-o a fritar, retira e escorre. No final do processo, deposita-o no local de onde será retirado para ser servido. A mais recente versão do robot é capaz de grelhar hambúrgueres e de fritar uma variedade de alimentos, entre pedaços de frango e peixe, batatas ou aros de cebola. A Miso Robotics fornece também a mesma tecnologia para um piloto em curso noutra cadeia norte-americana, a Buffalo Wild Wings.

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