A pergunta é da Associação Portuguesa de Software que também dá a resposta, no vídeo que centra uma nova campanha de sensibilização sobre a pirataria de software. A ASSOFT lança esta tarde um vídeo que resume os principais dados de um estudo feito pelo Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica, a partir dos dados anualmente compilados pela Business Software Alliance.



O estudo calcula que anualmente a pirataria tem um impacto de 193 milhões de euros na economia portuguesa. Portugal - onde se estima que a taxa de pirataria ronde os 40% - está em linha com a média mundial, mas muito acima da média apurada para os países desenvolvidos.



Uma redução de dez pontos percentuais nos índices de pirataria teria um impacto significativo no Produto Interno Bruto do país, que a 4 anos poderia ascender aos 1.150 milhões de euros ou 0,6% do PIB. Em termos de impacto no emprego, os investigadores acreditam que a redução da taxa de pirataria para os 30% poderia ajudar a criar 4.244 empregos.



O estudo também chega a algumas conclusões no que se refere aos fatores que influenciam o maior ou menor recurso à pirataria. Os investigadores concluíram que quanto maior o nível de rendimento num país menor é a taxa de pirataria.



Acontece o mesmo nos países com maior nível de desenvolvimento humano, índices mais elevados de formação ou de educação, onde a utilização de software pirata também é menor. Já nos países com menor abertura tecnológica, mais pobreza e mais corrupção essa utilização aumenta.



Aproveitando as conclusões do estudo a ASSOFT produziu o vídeo que coloca hoje online, como parte de mais uma campanha de sensibilização relativamente à utilização de software não legal, uma ação que quer fazer chegar aos diversos tipos de utilizadores, detalhou ao TeK Luís Sousa, que acaba de assumir a direção da associação.



Mais direcionadas às empresas, a ASSOFT pretende ainda este ano avançar com novas ações de sensibilização no terreno, como tem feito ao longo dos últimos anos. A linha comum às várias ações deste género será a mensagem do impacto da pirataria na economia e na criação de emprego, garantiu o responsável.



O sucessor de Manuel Cerqueira defende que o combate à pirataria de software deve passar por três vetores principais. Como objetivo de longo prazo o responsável aponta a educação e o trabalho de sensibilização que a escola pode assumir nessa tarefa.



Sublinha ainda a importância de uma justiça eficaz e eficiente - aspectos que o estudo também refere - e do envolvimento da indústria em campanhas de sensibilização junto de empresas e consumidores. Campanhas como aquela que a associação hoje divulga afirmando que a pirataria é um tiro no pé… e é por isso que os piratas têm perna de pau!




Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira