A Agência Espacial Europeia (ESA) está a preparar-se para, pela primeira vez, enviar astronautas à lua. O projeto inédito inclui-se no seu mais recente plano de exploração do espaço. Os membros da organização anunciaram no encerramento do Conselho Ministerial da ESA em Sevilha, Espanha, que para ajudar a tornar as futuras missões numa realidade a agência contará com um orçamento de 14,3 mil milhões de euros, o qual representa o maior aumento orçamental dos últimos 25 anos.

Para concretizar o seu objetivo de chegar à Lua, a ESA anunciou que iniciará o processo de recrutamento de novos astronautas, embora ainda não indique datas ou detalhes concretos acerca da missão. Além disso, a agência espacial quer levar a cabo uma série de novos projetos: desde a remoção do lixo espacial à minimização de danos na Terra causados por asteroides ou explosões solares, passando ainda pelo desenvolvimento de um sistema de satélites integrado na rede 5G.

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O plano da ESA passa também por utilizar o satélite LISA Pathfinder, um detetor de ondas gravitacionais, para acompanhar a missão Athena de forma a explorar os mistérios dos buracos negros e da física no Universo. A organização compromete-se a continuar não só associada à Estação Espacial Internacional até 2030, mas também à NASA. Os membros do Conselho confirmaram o apoio à missão de recolha de amostras do Planeta Vermelho da Agência Espacial Norte-Americana entre 2020 e 2030 e a continuidade do projeto do Space Rider.

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De acordo com Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e copresidente do Conselho Ministerial da ESA citado em comunicado à imprensa, a decisão “é mais um passo no assegurar da posição competitiva da Europa na arena global de exploração espacial”. Durante os próximos três anos, a presidência do órgão estará a cargo de Portugal e de França, representada pela ministra francesa do Ensino Superior, Investigação e Inovação, Frédérique Vidal.

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