Os objetivos da Europa na utilização do hidrogénio limpo no âmbito da sua estratégia de transformação do sistema energético estão definidos e hoje é lançada a Aliança Europeia para o hidrogénio limpo, conjugando-se as duas linhas de desenvolvimento num novo programa de investimento em energia limpa, em sintonia com o plano europeu de recuperação da UE e o Pacto Verde Europeu.

"As estratégias da UE para a integração de sistemas energéticos e hidrogénio, adotadas hoje, abrirão o caminho para um setor energético mais eficiente e interconectado, orientado pelo duplo objetivo de um planeta mais limpo e uma economia mais forte", escreve a Comissão Europeia em comunicado.

A Aliança Europeia junta líderes empresariais, sociedade civil, ministros nacionais e regionais e Banco Europeu de Investimento para criar uma base de investimento em produção em larga escala que deverá apoiar o crescimento da procura por hidrogénio limpo na Europa, mas também a transição em relação ao hidrogénio de origem fóssil. Hoje vai ser feita uma conferência de imprensa às 16 horas (hora da Europa Central), para apresentar a estratégia.

Com um sistema energético integrado, o hidrogénio por suportar a descarbonização da indústria e dos transportes, e alimentar edifícios. Esta energia pode ser utilizada em áreas que não são adequadas para a energia elétrica, garantindo formas de armazenamento e um bom balanceamento entre diferentes tipos de energias renováveis.

A prioridade é desenvolver hidrogénio renovável, produzido usando sobretudo vento e energia solar, mas a curto e médio prazo ainda serão usadas outras formas de hidrogénio de baixo consumo de carbono, que vão ser usadas oara reduzir rapidamente as emissões e conseguir suportar o desenvolvimente de um mercado viável.

Nesse sentido, entre 2020 e 2024, a Europa vai sustentar a instalação de pelo menos 6 gigawatts de de hidrogénio renovável e a produção de até um milhão de toneladas de hidrogénio renovável. Para 2025 a 2030 as metas são mais ambiciosas e aumentam para 40 gigawatts e 10 milhões de toneladas, devendo o hidrogénio renovável ser implementado em larga escala nos 20 anos seguintes, até 2050.

Recorde-se que para se transformar numa economia de impacto neutro no clima até 2050 a Europa tem de transformar o seu sistema energético, que é responsável por 75% das emissões de gases para a atmosfera.

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