O lançamento do telescópio James Webb, sucessor do Hubble, sofreu mais um atraso, desta vez devido às condições meteorológicas. O lançamento estava previsto para 24 de dezembro, mas as condições do tempo no porto espacial europeu da Guiana Francesa não vão permitir a operação, que fica assim adiada para um dia mais tarde, confirmou a NASA.

Na nota divulgada, a Agência Espacial Norte Americana também explica que a revisão de procedimentos relacionados com o lançamento do voo VA256, que será realizado com a ajuda do lançador Ariane 5, já foi concluída com sucesso e conta já com autorização para dar início aos passos necessários para o lançamento do veículo.

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O lançamento fica então agendado para dia 25 de dezembro, o mais cedo possível, calculando-se que venha a acontecer no intervalo entre as 12h20 e as 12h52, hora de Lisboa. Esta quinta-feira a NASA pretende, no entanto, voltar a confirmar a data, depois de ter acesso a uma nova previsão meteorológica mais atualizada.

Recorde-se que o lançamento do James Web já tinha estado previsto para 18 e depois para 22 de dezembro, mas um problema de comunicação entre o observatório e o sistema de lançamento do veículo acabou por motivar mais um adiamento. Antes disso, outras datas de lançamento já tinham sido marcadas e revistas, por não ter sido possível reunir todas as condições técnicas para a operação.

O lançamento do James Webb é aguardado com grande expectativa, ou não fosse este um telescópio pensado para lançar em 2007, quando o projeto começou a ser pensado. A complexidade do equipamento veio a mostrar que a data era muito pouco realista. Agora está finalmente tudo a postos para que o Webb siga para o espaço e possa ajudar os cientistas a compreenderem a origem do universo.

Veja as imagens sobre o novo Telescópio espacial

O equipamento vai permitir observar a formação das primeiras galáxias, estudar a sua evolução, ver a produção de elementos pelas estrelas e acompanhar o processo de formação de estrelas e planetas. O Webb vai ser fundamental para o trabalho em quatro áreas principais: a primeira luz no universo – ou a luz das primeiras estrelas, a formação de galáxias no início do universo, o nascimento de estrelas e sistemas protoplanetários e planetas, incluindo as origens da vida.

Estará em condições de começar a fornecer as primeiras respostas às perguntas dos cientistas cerca de seis meses depois de chegar ao espaço, já que será necessário recuperar a forma original - que não é a forma de voo - para poder operar e usar o seu espelho primário de 6,5 metros.

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