O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, captou novas imagens da galáxia dupla denominada vulgarmente como a “Galáxia do Redemoinho”. Em conjunto, as fotos demonstram como a aparência galáctica se pode alterar quando vista através de diversos comprimentos de onda da luz.

A galáxia, também conhecida por Messier 51 e NGC 5194/5195, é na verdade composta por um par de galáxias que se puxam e distorcem uma à outra, através da sua atração gravitacional mútua. Localiza-se a 23 milhões de anos-luz de distância, residindo na constelação Canes Venatici.

A imagem mais à esquerda (a) mostra a galáxia em luz visível, observada através de um telescópio de 2,1 metros do Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona e com luz a 0,4 e 0,7 mícrones. A imagem (b) inclui dois comprimentos de onda de luz visível (em azul e verde) do Kitt Peak, mas acrescenta infravermelhos captados pelo Spitzer que enfatizam como as veias escuras que bloqueiam a nossa visão na imagem anterior se começam a iluminar nesses comprimentos de onda mais longos.

As duas imagens da direita são compostas inteiramente de dados do Spitzer. Na imagem (c), vemos três comprimentos de onda de luz infravermelha: 3,6 mícrons (mostrados em azul), 4,5 mícrons (a verde) e 8 mícrons (a vermelho). A luz misturada de milhões de estrelas da galáxia é mais brilhante nos comprimentos de onda mais curtos do infravermelho e aparece como uma neblina azul. Os pontos azuis individuais na imagem são, maioritariamente, estrelas próximas e algumas galáxias distantes.

A imagem (d) expande a nossa visão infravermelha de modo a incluir luz num comprimento de onda de 24 mícrones, o que é útil para destacar áreas onde a poeira é especialmente quente. As manchas brancas avermelhadas mostram regiões onde se estão a formar novas estrelas, aquecendo o que as rodeia no processo.

O Telescópio Espacial Spitzer (SST) da NASA é um telescópio de infravermelhos que estuda o universo primitivo, jovens galáxias e estrelas em formação. É usado para detetar discos de poeira à volta das estrelas, que é considerado um importante sinal de formação planetária. Foi lançado em agosto de 2003, a partir de Cape Canaveral, na Flórida, estando a conclusão da sua missão prevista para janeiro de 2020.

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