No futuro, a tecnologia da Neuralink quer ajudar a tratar doenças como a obesidade, o autismo, a depressão ou a esquizofrenia. Ou ajudar doentes com limitações físicas a encontrarem novas respostas, que a ciência hoje não consegue dar ou que só consegue dar de forma mais lenta. Vai fazê-lo “equipando” o cérebro humano com ferramentas para comunicar diretamente com computadores.
Em maio, a empresa recebeu autorização para os primeiros testes com humanos, agora revelou que vai abrir as inscrições para participar nestes testes, no âmbito de um estudo que tem uma duração prevista de seis anos.
Clique nas imagens para recordar a última apresentação da Neuralink
A empresa vai privilegiar, nesta primeira experiência com humanos, doentes com paralisia associada a lesões na coluna cervical e doentes com esclerose lateral amiotrófica (ELA). Para já não é conhecido o número previsto de participantes na experiência.
Há informações de que, num primeiro momento, a intenção seria envolver no estudo 10 pacientes, mas que as reticências do regulador em relação à segurança da experiência obrigaram a empresa a negociar com a FDA um número mais baixo.
Os selecionados vão receber um implante, que é uma interface cérebro - computador, colocado numa zona específica do cérebro com ajuda de um pequeno robot, que vai servir para estimular movimentos. Numa primeira fase, segundo a Neuralink, o objetivo é que os pacientes consigam controlar um cursor ou um teclado, apenas com o pensamento.
Embora esta seja uma fase crucial para provar a viabilidade da tecnologia que a Neuralink tem vindo a desenvolver, e a testar de forma polémica em animais, ainda falta muito para que a empresa tenha uma oferta comercial.
Se os testes que agora se preparam para avançar tiverem sucesso, os resultados ainda terão de ser revistos pelas autoridades e provavelmente outros testes se irão suceder, embora esta seja definitivamente uma área onde a inovação tem muito para concretizar e onde várias empresas estão a tentar prová-lo. A Precision é uma delas, o SAPO TeK escreveu sobre isso em julho, mas há outras e muito trabalho científico em curso.
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