A Tianwen-1, a sonda chinesa que vai explorar os mistérios de Marte, partiu para o Espaço em julho do ano passado e, agora prepara-se para entrar na órbita do planeta. Apesar de os responsáveis pela missão ainda não terem anunciado um horário exato, a agência noticiosa oficial Xinhua já tinha avançado na na semana passada que a sonda deveria desacelerar hoje, antes de entrar em órbita e preparar-se para pousar no Planeta Vermelho.

Após uma longa viagem de seis meses, onde foram percorridos 470 milhões de quilómetros, a sonda terá de acionar os seus motores para diminuir a velocidade, de modo aproveitar a gravidade de Marte. Espera-se que a Tianwen-1 pouse em Marte em maio, na planície de Utopia, no hemisfério norte do planeta, o que, a concretizar-se, tornará a China o segundo país a fazê-lo com sucesso. O local de aterragem é o mesmo onde o módulo norte-americano Viking 2 pousou em 1976.

Clique nas imagens para recordar o lançamento da sonda Tianwen-1

Numa primeira fase, a sonda, cujo nome se inspira um poema clássico chinês, significando "Busca pela Verdade Celestial", vai mapear Marte à distância. Se tudo correr como planeado, a partir de maio, a Tianwen-1 passa passará para uma fase de exploração da superfície do planeta, onde se dedicará a procurar indícios de água no subsolo e sinais de vida antiga. O veículo espacial movido a energia solar terá uma autonomia de 90 dias marcianos, o que equivale a cerca de 169 dias terrestres.

A Tianwen-1 é a segunda tentativa da China de enviar uma sonda para Marte. Em 2011, uma sonda enviada em conjunto com a Rússia não conseguiu sair da órbita da Terra.

A agência espacial chinesa tem pelo menos outras três missões deste tipo programadas: a exploração de asteroides, por volta de 2024; outra missão a Marte para recolher amostras, em 2030; e outra missão de exploração, no mesmo ano, a Júpiter.

Nos últimos anos, Pequim investiu intensamente no seu programa espacial e, em janeiro de 2019, a sonda lunar Chang'e 4 pousou no lado oculto da Lua, não visível da Terra, um marco nunca alcançado na história da exploração espacial.

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Recorde-se que os "exploradores" desenvolvidos pelas agências espaciais dos Emirados Árabes Unidos, da China e dos Estados Unidos partiram da Terra em julho do ano passado, aproveitando  uma janela de lançamento  que ocorre apenas a cada dois anos, e começam a chegar a Marte na próxima semana.

Ainda nesta terça-feira, a sonda Amal dos Emirados Árabes Unidos, cujo nome significa "esperança" em árabe, entrou na órbita de Marte.

A sonda dos Emirados Árabes Unidos foi lançada do Japão, à boleia de um foguetão Mitsubishi H-2A. Vai fixar-se numa órbita especialmente alta (entre 22.000 quilómetros e 44.000 quilómetros) para melhor monitorizar o clima marciano.

A sonda não irá aterrar no Planeta Vermelho, mas ficará na sua órbita durante todo um ano marciano, o que corresponde a 687 dias. O objetivo da missão é obter mais informações sobre a dinâmica do sistema de meteorologia do planeta vermelho, antecipando-se às missões tripuladas que estão planeadas para os próximos anos. Esta missão tem um orçamento de 200 milhões de dólares.

Já o rover Perseverance da NASA deverá chegar à órbita de Marte a 18 de fevereiro e vai mergulhar imediatamente para o solo marciano, à semelhança do que já aconteceu em 2012 com o Curiosity, aterrando na cratera de Jezero, onde se acredita que tenha existido o delta de um antigo rio. Além de procurar por sinais de vida no Planeta Vermelho, o rover realizará experiências que irão contribuir para criar as fundações das futuras viagens espaciais com humanos, a Marte e a outros corpos celestes.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização: 12h19).

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