Observando os gigantescos passos que a inteligência artificial tem dado nos últimos anos, parece que estamos a assistir a um filme de ficção científica. Ainda esta semana a Google demonstrou como uma assistente digital pode conduzir uma conversa telefónica, para além do impacto que a IA vai ter nos empregos, num futuro próximo.

Para garantir a imprescindível introdução da inteligência artificial na vida dos cidadãos de uma forma ponderada, a Comissão Europeia tem um plano com diversas medidas de regulamentação, sobretudo focadas na utilização consciente. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não quer qualquer imposição no desenvolvimento da inteligência artificial, dando aos investigadores total liberdade para a experimentação, como adiantou a Bloomberg.

Os planos do governo norte-americano para a inteligência artificial foram divulgados durante uma reunião na Casa Branca com mais de 40 tecnológicas, incluindo a Intel, a IBM, a Google e o Facebook, que receberam liberdade para inovar sem limitações impostas por leis.

O representante do governo chegou mesmo a dar exemplos históricos de grandes feitos tecnológicos obtidos sem  "imposição legislativa", tais como a primeira chamada telefónica feita por Alex Bell ou o primeiro voo dos irmãos Wright. A administração dos Estados Unidos vai, no entanto, formar um comité dedicado à inteligência artificial, composto por investigadores experientes ligados à pesquisa e desenvolvimento.

O pensamento do governo americano sobre as questões da IA vêm do tempo do Obama, que dava liberdade às empresas, desde que as suas soluções funcionassem de forma segura. A estratégia surge em resposta à China, e porque o governo de Trump não querer ficar para trás na corrida à tecnologia.

A China recentemente tornou como prioridade o aumento da investigação da inteligência artificial para os próximos anos, instigando as empresas a reforçar os sistemas de machine learning, seja ao nível de serviços bancários ou na segurança, através do reconhecimento e identificação dos rostos em locais públicos.

As empresas presentes ficaram satisfeitas com a postura de Washington, mas apontam que certas áreas de impacto devem ser analisadas com atenção, tais como a privacidade, a ética, a cibersegurança e o desemprego.

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