“O primeiro desafio que se coloca nas competências digitais está relacionado com a cidadania: é garantir que todos os cidadãos que não são especialistas em ciência, em tecnologia, em matemática têm a capacidade de continuar a ser cidadãos no futuro”, referiu António Costa.

Para tal, o modelo de desenvolvimento do país tem de assentar em dois fatores fundamentais, defendeu, "qualificação e inovação, onde as competências digitais são absolutamente essenciais".

O Primeiro-ministro considera que o INCoDe.2030 vai permitir reaproveitar e encontrar novas oportunidades de trabalho a quem neste momento está no desemprego. “Qualificar quem está a trabalhar e qualificar quem está fora do mercado de trabalho é criar uma oportunidade enorme para o país”.
É certo que muitas destas pessoas não vão ser programadores, “mas um mínimo de competências digitais todos nós vamos ter que ter. Esse vai ser o bê a bá do futuro”, referiu para sugerir que estas competências digitais se juntem ao conjunto de competências “que alguém definiu no passado de saber ler e escrever e fazer contas de somar e subtrair e multiplicar e dividir”.

Tendo 2030 no horizonte, o novo programa propõe-se “garantir a literacia e a inclusão digitais para o exercício da cidadania”, estimular “a especialização em tecnologias e aplicações digitais para a qualificação do emprego” e “produzir novos conhecimentos em cooperação internacional” e define mais de 30 medidas em resposta.

Resulta da colaboração, não apenas de várias áreas governativas, mas também de instituições de ensino e formação e do sector empresarial, como ficou demonstrado na sessão de apresentação do programa, esta tarde em Lisboa, cada um com o seu tipo de contributo “e com projectos concretos”.

No painel onde estiveram representantes da Altran, da Academia de Código, da Unbabel, da Blip, do Agrupamento de Escolas do Freixo e do Politécnico de Setúbal, entre outros, também se defendeu que as grandes empresas podem ajudar a trazer os talentos que estão no estrangeiro de volta a Portugal e podem dar acesso a grandes clientes e que as pequenas podem ajudar a escalar e ajudar a academia a definir requisitos que seja necessário cumprir.

Já nas escolas do ensino básico e secundário é possível desenvolver clubes de interesse - como o da robótica e os politécnicos podem trazer formação avançada “e com escala”, sublinhou Rogério Carapuça, que moderou o painel de apresentação, no final do debate, e colaborar com as empresas.

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