Os dados de um estudo da Kaspersky revelam que 54% das empresas europeias sofreram pelo menos um ciberataque nos últimos 24 meses, e o ritmo de ameaças à segurança está a aumentar nos últimos meses.  O impacto faz-se sentir na interrupção do serviço/atividade (31%), problemas com segurança de dados (18%) e perda de dados (15%), indica a empresa em comunicado.

Os responsáveis de sistemas de informação acreditam que é cada vez mais dificil proteger as suas organizações contra ciberataques, sobretudo porque um em cada cinco responsáveis não conseguiram encontrar pistas sobre a identidade dos hackers no último coberataque que sofreram.

No último ano verifica-se um aumento da complexidade e não há indicações de uma redução das ameaças. 21% dos inquiridos nestes estudo referem que o número de ataques aumentou e há ainda 42% que salientam que esta atividade de cibercrime se manteve estável.

Identificar os ataques de forma rápida é essencial para reduzir o impacto na operação. Pouco mais de dois terços das organizações europeias (72%) analisadas encontraram uma falha de segurança em oito horas ou menos, enquanto 25% referem que não tomam medidas durante as primeiras horas do ataque, pois só descobrem que foram atacados algum tempo depois.

Segundo a Kaspersky, uma deteção imediata significa um custo de recuperação de cerca de 400 mil euros, em comparação com 1 milhão de euros de custo para as empresas que demoram mais de uma semana a detetar que uma ameaça invadiu o seu sistema.

Apesar de terem um orçamento maior, as empresas de maior dimensão foram as mais visadas nos cibertaques identificados, representando 64% das que indicam ter sofrido ciberataques. As PMEs que referem ter sido atacadas são 45%.

Entre os países mais ameaçados a Kaspersky aponta o Reino Unido e a Espanha.

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