O negócio foi fechado, de forma discreta, em junho, mas só na semana passada a Toshiba comunicou que tinha avançado com a venda das ações que ainda detinha no negócio de computadores pessoais, fechando um capítulo com mais de 35 anos na história da empresa centenária que chegou a liderar o mercado de portáteis.

A venda da maioria do negócio de PCs foi feita em junho de 2018, quando a Toshiba vendeu à Sharp 80,1% da sua área de computadores, a TCS (Toshiba Client Solutions), por 36 milhões de dólares. A transferência foi feita em outubro de 2018 e em janeiro a TCS mudou de nome, passando a chamar-se Dynabook.

A Toshiba manteve 19,9% do negócio que continuou a produzir PCs usando até alguns dos nomes mais relevantes das linhas de portáteis Toshiba, apesar de ter optado pela marca Dynabook.

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Agora a empresa japonesa comunicou que em junho deste ano entregou o resto da sua participação à Sharp Corporation, que exerceu o direito de opção de compra que tinha ficado definido no negócio inicial, passando a deter a totalidade da Dynabook.

O primeiro portátil da Toshiba foi lançado em 1985. O modelo T1100 tinha baterias recarregáveis ​​internas, uma unidade de disquete de 3,5 polegadas e 256K de memória, custando cerca de 2 mil dólares.

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Durante a década de 90 e no início do século XXI, a Toshiba estava entre os principais fabricantes de PC e Portugal foi um dos mercados onde a marca teve mais sucesso na Europa, especialmente na época dos programas especiais para as escolas. A empresa tinha representação em Portugal desde 2001 e chegou a ser considerada a melhor subsidiária do mundo em 2007.

Segundo a Agência Reuters, o pico de vendas terá sido atingido em 2011, com 17,7 milhões de PCs colocados no mercado, mas em 2017 o volume já tinha descido para cerca de 1,4 milhões.

Em 2010 a Toshiba e a Fujitsu juntaram-se no negócio dos telefones móveis mas a joint venture não teve sucesso, pressionada pela concorrência crescentes de outras marcas. Para além dos portáteis a Toshiba foi uma das percursoras dos tablets.

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