As vendas de computadores continuam a descer em Portugal. No segundo trimestre de 2010 foram vendidos 314 mil PCs, menos 33,5 por cento do que em igual período do ano passado. Entre o número de máquinas vendidas, 256.113 são portáteis (81,7%).

Os valores constam do relatório "EMEA PC Tracker", da IDC, onde se salienta que as quebras nas vendas, que se têm sucedido desde o terceiro trimestre de 2009, após a primeira fase do Plano Tecnológico da Educação, do abrandamento do programa e-escolas e do interrupção do programa e-escolinhas, não pouparam formatos.

Segundo a consultora, face ao mesmo período de 2009 as vendas de computadores de secretária baixaram 31,8 por cento, enquanto nos portáteis a queda foi de 39,9 por cento. Por segmentos, registou-se uma redução anual 58,3 por cento no desktop empresarial, 18,6 por cento no portátil empresarial e 34,3 por cento no portátil de consumo. A excepção vai para o desktop para consumo, que cresceu 63,7 por cento em relação ao período homólogo.

O relatório dá ainda conta da liderança da JP Sá Couto no trimestre, seguida da HP e da Toshiba. Apesar de ocuparem as posições cimeiras do ranking de vendedores, com quotas de mercado entre os 18 e os 16 por cento, todos estes fabricantes sofreram reduções de vendas anuais da ordem dos 50 por cento.

Acer (4ºlugar), Asus (5º), Apple (6º) e Sony (8º) foram, entre as 10 empresas com maior quota de mercado em Portugal, aquelas que conseguiram crescer em número de vendas, com respectivamente valores na ordem dos 181,3, 53,2, 83,7 e 106,9 por cento

No que diz respeito aos formatos, nos desktops lidera a HP, com uma quota de mercado de 28,9 por cento, apesar da redução de vendas de 74,9 por cento sobre o período homólogo. A crescer respectivamente 789,1 por cento e 26,2 por cento encontramos a Acer e a Dell nas posições seguintes, com 20,2 por cento e 12,3 por cento do mercado de desktops.

Nos portáteis, a JP Sá Couto "roubou" a liderança do trimestre à Toshiba, com 52.153 unidades vendidas (20,4 por cento do mercado) face às 49.137 unidades desta. Seguem-se a Asus, HP e Acer, respectivamente com 16, 15 e 14 por cento do mercado.

"A continuação das quebras de vendas, que se sucedem desde o terceiro trimestre do ano passado, era esperada" refere Gabriel Coimbra, director de research & consulting da IDC. "Apesar de ao nível europeu o mercado ter voltado a uma dinâmica de crescimento - com uma subida de 15por cento do mercado da Europa ocidental, e de 33,4 por cento em Espanha - em Portugal não há recuperação, sendo difícil prever uma inversão de tendência apesar da desaceleração das quebras do primeiro para o segundo trimestre".

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