Os adolescentes que passam mais de três horas por dia nas redes sociais apresentam uma maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde mental, mas bastam 30 minutos diários para esse risco aumentar. A conclusão é de uma investigação que analisou 6.600 americanos entre os 12 e 15 anos e que foi publicada este mês de setembro na revista JAMA Psychiatry.
De acordo com o estudo, três horas passadas nas redes sociais estiveram relacionadas com maiores taxas de problemas de saúde mental. Os efeitos manifestaram-se de duas formas principais: internamente, no caso da depressão e ansiedade, por exemplo, e externamente, nomeadamente através de comportamento agressivo ou anti-social, estes a surgirem em menos pessoas do que as doenças.
Mas bastam 30 minutos para o risco de ter problemas de saúde mental como as doenças aumentar. Por isso, a autora principal do estudo alerta que é importante que as três horas não sejam vistas como um tempo concreto e que se desenvolvam mais investigações que rastreiem em tempo real a quantidade de tempo gasto na utilização de redes sociais, “o que forneceria mais precisão”, diz.
Este não é o primeiro estudo a estabelecer uma relação entre doenças mentais e as redes sociais. Em 2018, por exemplo, uma investigação concluiu que reduzir o tempo diário de utilização de redes sociais para apenas 30 minutos, pode ter um impacto significativo no bem-estar das pessoas. Na altura, os investigadores explicaram que dedicar menos tempo no scrolling de fotografias de amigos pode reduzir as hipóteses de depressão e solidão.
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