O Twitter decidiu distanciar-se de toda a polémica que envolve a propaganda política nas redes sociais. Tal como fez o TikTok recentemente, a plataforma decidiu proibir todos os anúncios de índole política, abrindo uma excepção apenas para os que tentam incentivar o eleitorado a votar de forma imparcial. As regras vão ser atualizadas no dia 15 de novembro e serão postas em prática uma semana depois, no dia 22.

Jack Dorsey, CEO do Twitter, afirma que a decisão tem por base princípios morais, mas também o pragmatismo. O responsável escreve que as mensagens políticas devem conquistar o seu alcance e não comprá-lo e, tendo em conta os mecanismos que existem atualmente para iludir as massas e manipular o debate público, a empresa decidiu tomar uma atitude antes que a sua reputação fosse fragilizada por conta do uso indevido da plataforma.

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Dorsey endereçou também a postura inerte do Facebook face ao tema. Segundo o CEO, seria paradoxal afirmar que a rede social tenta combater a desinformação ao mesmo tempo que se mantém imóvel quanto à disseminação de mensagens falsas nos seus próprios veículos.

Financeiramente falando, esta decisão não terá um impacto substancial nas contas do Twitter, uma vez que as receitas da propaganda política perfaziam apenas uma pequena fração das suas receitas. Em 2018, as eleições norte-americanas renderam à rede social apenas 3 milhões de dólares em anúncios políticos.

A medida coloca alguma pressão nas plataformas concorrentes para que sigam os seus passos. O facto de o Twitter se tornar assim um espaço livre de propaganda política pode atrair novos utilizadores, especialmente numa altura em que a desinformação faz parte do debate público.

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