Não há dúvidas que a COVID-19 está a ter um impacto nas empresas, mas agora um relatório do Facebook ajuda a perceber melhor a dimensão da influência da pandemia no país. Numa altura em que o digital é muitas vezes a "escapatória" de muitos negócios, 46% das pequenas e médias empresas (PMEs) portuguesas dizem que 25% ou mais das vendas foram exclusivamente feitas através do online. Este valor coloca Portugal atrás de países como a Irlanda ou Rússia, mas ainda assim o número é superior em relação aos de Espanha e França. O inquérito do Facebook foi realizado em 50 países e regiões no passado mês de maio.

Na Irlanda e na Rússia, 65% da PMEs garantiram que 25% ou mais das vendas foram realizadas através do canal online, o que difere bastante dos valores em Portugal. Espanha e França encontram-se, no entanto, com valores ligeiramente mais baixos, com 43% empresas de ambos os países a afirmarem que estão a apostar no online.

Confira os dados do relatório relativamente a Portugal na fotogaleria.

Através das respostas aos inquéritos das PMEs, a rede social concluiu que existe uma relação entre a aposta nas vendas online e na digitalização com o otimismo em relação ao futuro. Em Portugal, apenas 39% dos líderes das PMEs estão otimistas em relação ao negócio numa perspetiva de longo prazo, sendo um dos países mais pessimistas da Europa. Já a Rússia é uma das mais otimistas, acreditando que os seus negócios vão prosperar no futuro.

Quebra de vendas e pausas nas atividades. Outras consequências da COVID-19 em Portugal

Entre os 50 países onde foi feito o inquérito, Portugal destaca-se pela queda de vendas. 70% das PMEs inquiridas no país com presença no Facebook confirma que as vendas estão mais baixas do que no ano passado. No entanto, na Europa, a Itália regista uma percentagem ainda mais elevada, 76%.

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Os dados do relatório revelam ainda que 23% das PMEs portuguesas confirmam que pararam a atividade, sendo que países como a República Checa, Alemanha e Suécia tiveram menos de 10% de fechos, tendo em conta as particularidades de cada quarentena adotada. Já Espanha regista ainda mais fechos, 30%, assim como o Reino Unido, 43%. Globalmente, entre janeiro e maio deste ano, mais de um quarto das empresas fecharam, e um terço das empresas teve que reduzir os colaboradores, o que pode indicar que se aproxima uma longa crise de emprego.

O que está a fazer o Facebook para ajudar no combate à pandemia?

A decisão da rede social segue-se a um conjunto de medidas tomadas durante a pandemia de COVID-19 pelo Instragram. Em maio, por exemplo, e depois de já o ter feito para o Facebook, lançou funcionalidades para que PMEs portuguesas possam pedir apoios, através de compras ou doações. Isto depois de no final de abril ter anunciado novidades relativamente às doações a instituições sem fins lucrativos.

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No início desse mês criou inclusivamente um teste de diagnóstico digital para ajudar investigadores a estudarem a doença. O inquérito surge no topo do News Feed nos utilizadores, por enquanto apenas nos Estados Unidos, mas a rede social vai alargar a outros países, consoante a utilidade dos dados obtidos.

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