O aperto do cerco à internet na potência asiática tem sido a “medida porta-estandarte” do presidente Xi Jinping e as autoridades nacionais têm vindo a conduzir investigações exaustivas a tecnologias produzidas no país e importadas, avançando a segurança do país como justificação.
Citado pela Bloomberg, o diretor da divisão de segurança informática da Administração do Ciberespaço da China afirma que o governo vai defender a sua soberania no mundo cibernético a todo o custo. No contexto da apresentação do primeiro Relatório de Estratégia para a Cibersegurança Nacional, Zhao Zeliang avança que Pequim está disposta a mobilizar recursos económicos, diplomáticos e até militares para garantir os interesses e a segurança da China no mundo digital.
Desconhecem-se os pormenores acerca da aplicação destes meios, mas o responsável sublinha que a “China fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a segurança informática do país e dos seus cidadãos”.
Pequim planeia reforçar o escrutínio de todas as tecnologias – produzidas no país ou vindas de outros mercados – usadas por entidades governamentais, pelo Partido Comunista e respetivos órgãos, e por indústrias consideradas de grande relevância para o desenvolvimento económico do país.
Em novembro, o corpo legislativo chinês aprovou uma lei que confere ao Executivo o poder para apagar e censurar quaisquer conteúdos que considere que são ameaças à segurança nacional.
Como o TeK também já noticiou, a autoridade responsável pela regulação da internet já encerrou ou processou cerca de 2.500 sites, alegando que veiculavam conteúdos ilegais ou imorais.
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