Nos últimos meses a União Europeia e os Estados Membros realizaram progressos satisfatórios na luta contra as ameaças híbridas", revela o relatório que foi hoje adoptado pela Comissão Europeia e o Serviço Europeu para a ação externa. O Quadro de ação conjunto que foi implementado em 2016 elencava 22 medidas para combate às ameaças híbridas, tendo em vista aumentar as capacidades de defesa e resiliência, mas também melhorar o intercâmbio de informações e reforçar a proteção de infraestruturas críticas e cibersegurança.

As principais ameaças identificadas estão ligadas a grupos organizados, sejam estatais ou provados, e à promoção de radicalização e extremismos, e nesse sentido a União Europeia trabalhou também com a Nato em vários exercícios de ciberdefesa.

O relatório agora divulgado descreve o progresso em várias áreas, incluindo o reforço das comunicações estratégicas para combater a desinformação, onde o plano de ação contra a desinformação, aprovado pelo Conselho Europeu em dezembro de 2018, é apontado como um dos principais progressos dos últimos 12 meses.

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Em março deste ano foi criado um sistema de alerta rápido sobre desinformação para permitir que os Estados Membros e as instituições da UE facilitassem a partilha de dados e o desenvolvimento de respostas comuns, com melhor percepção da situação e eficiência dos recursos e do tempo.

Na área da Cibersegurança e defesa cibernética foi estabelecido um novo regime de sanções que alarga as ferramentas disponíveis para os Estados-Membros da UE, enquanto no risco associado aos produtos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares foi desenvolvida uma lista classificada de mais de 20 substâncias químicas que suscitam preocupação.

O relatório refere ainda a proteção de infraestruturas críticas, onde foi concluído um  trabalho de desenvolvimento de indicadores de vulnerabilidade para a resiliência e protecção de infra-estruturas críticas contra ameaças híbridas.

No documento salienta-se ainda que a cooperação  entre as entidades da UE - instituições, serviços e agências - tem sido fundamental para um progresso nas ameaças híbridas. "A cooperação com os países parceiros neste domínio foi intensificada: foram lançados inquéritos aos riscos híbridos em 7 países parceiros da UE. O mesmo se aplica à cooperação com parceiros internacionais estratégicos, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte, incluindo no âmbito do Centro de Excelência Híbrido de Helsínquia, e com países terceiros no quadro de formatos multilaterais, nomeadamente o G7", refere o relatório.

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