Na opinião da presidente da DNS.PT, entidade que gere o domínio de topo português, a utilização do .PT vai trazer duas grandes vantagens às empresas portuguesas. A saber: vai permitir-lhes gozar de uma maior confiança junto dos consumidores portugueses e vai ajudar a espalhar a marca “Portugal” caso procurem a internacionalização.

Luísa Gueifão revelou que no último ano os domínios .PT cresceram 12% e que toda a oportunidade de negócio que está associado ao crescimento do comércio eletrónico, vai ter também impacto no domínio de topo português. “Esta não é uma percentagem de crescimento habitual e isso é bom”, disse a porta-voz da associação durante um debate no eShow, evento ligado à economia digital e que está a decorrer em Lisboa.

A presidente da DNS.PT explicou que “a proximidade e o conhecimento relativamente a quem nos está a vender online gera segurança e confiança” e o .PT cria essa confiança, ao contrário de um domínio global.

O espírito de expansão do .PT por parte de Luisa Gueifão é de tal forma acentuado que a líder da associação revelou que quando vê uma empresa portuguesa e que vende online a operar no domínio .COM, entra em contacto com a mesma na tentativa de promover o domínio de topo nacional.

“A bandeira de portugal na internet é o .PT”, disse numa das suas intervenções, tendo também depois sentenciado: “vamos vender até à China, mas sob o .PT”.

Apesar de toda a onda de otimismo que tentou transmitir, a questão do uso do domínio de topo português acabou por ser desvalorizada no painel de discussão.
O administrador da Sonae David Ferreira Alves aponta outras questões mais críticas, como o facto de ser preciso construir uma marca – e de isso implicar um grande investimento – para entrar nos mercados internacionais.

O comércio online cross border – além fronteiras – é visto como uma grande oportunidade que as empresas nacionais não devem perder. Porque se o mercado doméstico é bom para começar, a uma determinada altura vai acabar por ser pequeno demais.

Num painel que debateu os constrangimentos do comércio eletrónico, sobressaíram ainda outras ideias. Sónia Lapa de Passos, da Direção Geral do Consumidor, indicou por exemplo que os consumidores procuram sobretudo na Internet preços mais baixos e produtos que não existem em Portugal.

O consumidor é mesmo a grande preocupação das várias empresas ligadas a uma compra online, como é exemplo a Chronopost, empresa de logística e responsável por milhares de entregas de encomendas.

“Existem dois receios: já paguei, será que vou receber?; e se o produto tiver defeito, como devolvo?”, detalhou Olivier Establet, administrador-delegado da Chronopost Portugal.

Destaque ainda para a ideia defendida pelo assessor do secretário de Estado adjunto da Economia, Pedro Adão da Fonseca, que considera que a grande oportunidade das empresas portuguesas no comércio eletrónico reside num programa de parcerias.

O representante do Governo explicou que as empresas não precisam de fazer tudo sozinhas, sendo a alternativa procurar outras entidades que as ajudem a potenciar sinergias e consecutivamente resultados.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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