O Facebook está a reunir esforços em torno de uma missão: eliminar contas falsas antes dos cidadãos britânicos irem às urnas decidir o futuro do país no próximo dia 8 de junho.

Até agora, a rede social adianta que já foi possível remover "dezenas de milhares de perfis" da rede social. O critério de eliminação transversal, neste caso, é a suspeita de envolvimento das mesmas em campanhas de disseminação de notícias falsas.

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Os resultados estão a ser atribuídos às novas ferramentas de deteção de atividade suspeita. A tecnologia foi anunciada no passado mês de abril e consegue detetar padrões de publicação anormais, como repetições sucessivas e picos abruptos no volume de posts.

A eliminação destas contas, diz o Facebook, é essencial para reduzir a difusão de spam, notícias falsas e outro tipo de conteúdo que tenha o objetivo de ludibriar os utilizadores.

Para além desta "limpeza" de que o Facebook está a ser alvo, a empresa está também a trabalhar no algoritmo que filtra as publicações que surgem no News Feed dos seus utilizadores. Neste âmbito, a estratégia que está a ser implementada na versão britânica da rede social consiste num aumento de prioridade dada às histórias mais partilhadas. As que têm muitos leitores, mas poucas partilhas, serão deixadas para segundo plano. O Facebook alega que esta última condição é um bom indicativo de que o artigo tem informação falsa.

No mundo físico, a tecnológica de Zuckerberg está a preparar uma série de anúncios informativos que deverão figurar nas páginas dos jornais mais lidos do Reino Unido, como o The Times, o The Guardian e o The Daily Telegraph. O objetivo é dar dicas aos internautas acerca de como detetar as chamadas "fake news". "Investigue a fonte" e "compare com outras notícias" são apenas duas das sugestões deixadas pelo portal.

Por último, a empresa está a definir uma parceria com a Full Fact, uma organização especializada na confirmação de factos, e com a First Draft, para auxiliar a imprensa na avaliação da informação que chega às redações.

"As pessoas querem ver informação fidedigna no Facebook, tal como nós. É por isso que estamos a fazer tudo o que podemos para derrubar o problema das notícias falsas", disse Simon Milner, um dos responsáveis pelo Facebook no Reino Unido.

A rede social tem sido altamente criticada pelo papel facilitador que tem desempenhado no panorama mediático atual, ao permitir a disseminação fácil de informação falsa. O Facebook já tomou medidas semelhantes no passado, mas o aproximar das eleições britânicas representam um risco acrescido para a influência que este tipo de publicações pode ter no resultado.

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