A maioria das políticas de correio electrónico empresariais e institucionais estabelecidas penaliza a pornografia ou as mensagens sexistas, racistas ou difamatórias através das contas internas de email. Possíveis penalizações que pareceram não assustar em alguns casos ocorridos durante o ano passado, no Reino Unido, uma vez que as redes empresarias foram muitas vezes utilizadas para a distribuição de mensagens menos decentes e até mesmo ofensivas. Quando descoberta, esta actividade conduziu quase sempre a acções disciplinares e, em alguns casos, à perda de emprego.



Num artigo recente, a ZDNet UK relembrou os piores incidentes deste género no Reino Unido, muitos dos quais vindos de pessoas que deveriam saber as consequências dos actos que practicavam - como por exemplo nas firmas de advocacia de Londres Herbert Smith e Charles Russell.



A maior parte das empresas no Reino Unido já tem uma política relativa ao envio de emails utilizando caixas de correio internas, mas logo no início do ano, uma mensagem obscena que tinha como protagonista Bart Simpson resultou no despedimento de dez funcionários na companhia de seguros Royal and Sun Alliance e na suspensão de mais 75. O email circulou entre 100 das 3.000 caixas de correio das sucursais da empresa, mas a situação agravou-se quando a dita mensagem de correio electrónico estravazou a rede interna da companhia.



Em Março passado um caso relacionado com um email ameaçou abalar uma das instituições mais antigas do Reino Unido. Dois estudantes da Universidade de Oxford foram acusados de enviar mensagens de correio electrónico a um colega de origem asiática, com ameaças e referencias obscenas a familiares. A universidade viu-se assim confrontada com acusações de racismo institucional.



Algum tempo depois, uma empresa de advogados de Londres foi repreendida por pôr a circular um hoax anunciando o homicídio de uma secretária da empresa. O memorando interno chamava a atenção dos funcionários da Herbert Smith salientando que tal secretária não tinha comparecido ao trabalho porque tinha sido assassinada. Em poucos dias, o email tinha chegado a milhares de pessoas e um dos funcionários da empresa acabou por assentir que tinha sido o autor do hoax. Acusado de difamar o nome da empresa, o confesso autor enfrentou acção disciplinar.



Estes exemplos parecem não ter sido suficientes para que outras instituições estreitassem as suas políticas de correio electrónico. Em Setembro, uma das empresas de advogados mais antigas de Londres fui acusada de pôr a circular um email racista e sexista acerca de um elemento feminino da sua equipa que se tinha despedido. O caso seguiu para tribunal.



Os homens são os principais protagonista do uso incorrecto do email no trabalho, de acordo com um estudo recente. Mais de um terço dos homens inquiridos pela empresa de marketing por email edesigns.co.uk admitiram passar mais de 40 minutos do seu dia de trabalho a namoriscar ou a coscuvilhar através de email. As suas colegas mulheres, por sua vez, são mais acusadas de utilizarem o email para namorar, mas mais de um terço afirmam utilizar a sua caixa de correio profissional mais de duas horas por semana para planificar os seus fins-de-semana ou actividades sociais.



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