O Twitter encontra-se a ser investigado por, alegadamente, recolher dados dos utilizadores através do seu sistema de encurtamento de links, t.co, sem divulgar como faz essa pesquisa.

A investigação surge na sequência da queixa de um professor do Reino Unido, Michael Veale, que acusa o microblogging de se recusar a entregar todos os dados recolhidos quando Veale clicou em links nos tweets de outras pessoas. Segundo a Fortune, a rede social alegou que “fornecer essas informações exigiria um esforço desproporcional”.

Recorde-se que, à luz do RGPD, as tecnológicas são obrigadas a fornecer todos os detalhes que têm sobre um determinado utilizador, caso este o pretenda. Nesse sentido, o Twitter está a ser questionado pela Comissão para a Protecção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla original).

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A entidade, uma das responsáveis por monitorizar as políticas da rede social, revelou que “iniciou uma investigação legal formal” a respeito da queixa de Michael Veale para examinar se o “Twitter cumpriu ou não com as suas obrigações em relação ao objeto da sua reclamação”, bem como para determinar se houve violação das disposições do RGPD.

O sistema de encurtamento de links do Twitter permite que a plataforma meça quantas vezes um link foi clicado e ajuda a combater a disseminação de malware através de links desonestos.

No entanto, estes serviços de análise também podem apresentar um risco significativo à privacidade quando usados ​​em mensagens privadas.

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