Numa semana em que a Comissão Europeia divulgou o primeiro draft com propostas de medidas para combater as notícias falsas que ensombram o espaço online, o Facebook volta a estar na mira dos críticos por permitir que teoristas da conspiração continuem a utilizar a plataforma nas suas campanhas enganosas.

Em declarações ao site Recode, Mark Zuckerberg explicou que todas as pessoas, independentemente de estarem a dizer a verdade, como por exemplo os que negam a existência do Holocausto, têm direito a opinião. Embora considere uma “grande ofensa” e não querendo defender este tipo de posição, o patrão do Facebook afirma que a plataforma não vai apagar as “fake news”, mas irá trabalhar para que estas não se propaguem.

Mark Zuckerberg refere que seria demasiado extremo apagar o que as pessoas dizem na internet, sejam elas falsas. Por outro lado, a rede social tem a responsabilidade de, por exemplo, olhar para as 100 mensagens que se tornaram virais num determinado dia, e ter a certeza de que estas não são "fake news" ou embustes. Quando as pessoas assinalam as notícias como potencialmente falsas, a plataforma age, ativando os verificadores de factos e em caso de se confirmar, o Facebook reduz a partilha dos mesmos no News Feed.

Apesar desta posição de combate às "fake news", a rede social vai mesmo remover qualquer informação falsa que contribua para atos de violência iminente. Os testes já começaram no Sri Lanka, que foi recentemente vítima por conflitos inter-religiosos. Esta medida será implementada em países onde a desinformação gerou violência.

Desta forma, a plataforma vai remover conteúdos enganosos ou imprecisos, como por exemplo, fotos montadas e criadas para fomentar a violência física. Esta medida vai ser expandida pela rede nos próximos meses, revelou Tessa Lyons, gestora de produtos do Facebook em conferência de imprensa.

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