A agência governamental britânica para a cibersegurança (NCSC) revelou esta semana que foram detetados vários ataques informáticos dirigidos aos sectores públicos das telecomunicações, dos media e da energia. O ponto comum entre todos eles é, no entanto, a sua origem. Segundo a NCSC estes incidentes foram provocados por hackers russos.
Ciaran Martin, responsável máximo da agência, considera que o Kremlin tem intenções de "debilitar o sistema internacional" e a "ordem global, tal como a conhecemos", começou a desaparecer ao longo dos últimos meses.
Os comentários foram proferidos durante a Times Tech Summit, em Londres, e surgem no seguimento do discurso de Theresa May, da passada segunda-feira, em que a primeira-ministra acusava a Rússia de disseminar notícias falsas e de querer interferir no cenário político do país. "Eu tenho uma mensagem muito simples para a Rússia. Nós sabemos o que é que estão a fazer. Mas não vão ser bem-sucedidos porque subestimam a resiliência das nossas democracias, os compromissos das nações ocidentais com as alianças que nos unem e o encanto contínuo das sociedades livres e abertas", disse a líder do executivo britânico, concluindo que o Reino Unido vai fazer o que for necessário para se proteger a si e aos seus aliados.
Sabe-se ainda que desde a sua fundação, em 2016, o NCSC já lidou com mais de 600 ataques que tiveram origem em países considerados hostis. Destes, não se sabe, no entanto, quantos foram conduzidos pela Rússia ou por equipas com ligações ao Kremlin.
Ciaran Martin explicou ainda que estes ataques estão a tornar-se cada vez mais sofisticados. Alguns dos métodos mais utilizados incluem DDoS e sistemas desenhados para roubar informações governamentais sensíveis.
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