O presidente Donald Trump disse este fim-de-semana que deverá haver um acordo pronto para a compra do TikTok até ao fim do prazo previsto, na ordem presidencial que suspendeu temporariamente a decisão de bloquear o serviço no país. O prazo previsto na ordem assinada logo após a tomada de posse de Donald Trump previa que a Lei aprovada um ano antes, e que tinha acabado de entrar em vigor, deixasse de ser aplicada durante mais algum tempo.

O objetivo era tentar uma solução que permitisse preservar a segurança nacional do país, sem que os 170 milhões de americanos que usam o TikTok ficassem privados disso. O prazo para encontrar esta solução alternativa termina a 5 de abril.

Trump garante que há condições para o prazo ser cumprido e que existem muitos interessados na compra do TikTok para que, como prevê a lei aprovada por democratas e republicanos no ano passado, se o serviço se mantiver no país não seja detido por um grupo na esfera de influência do Partido Comunista chinês, como a ByteDance.

“Temos muitos potenciais compradores”, disse Trump à imprensa a bordo do Air Force One este domingo. “Há um enorme interesse no TikTok”, acrescentou o presidente, que ainda reiterou que “gostaria de ver a rede social manter-se ativa”, citada a Reuters.

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A agência de notícias tem avançado que a solução mais provável a sair das negociações dos últimos meses passa por um reforço da posição acionista na plataforma de acionistas da ByteDance que não sejam chineses. Na sexta-feira voltou a apontar fontes próximas ao processo para falar nesta solução como a mais provável, acrescentando que a estes acionistas deve juntar-se a Blackstone, um fundo de investimento americano que compraria uma pequena parte da rede social. Os principais acionistas não chineses da ByteDance são o Susquehanna International Group e a General Atlantic, segundo a mesma fonte.

Trump tinha admitido na semana passada uma nova extensão do prazo para fazer cumprir a lei que obriga o TikTok a encontrar um novo dono para a operação americana, ou a encerrar operações no país. Se for possível chegar a um acordo até 5 de abril isso não será necessário e cumpre-se a promessa. Falta saber se para alcançar o acordo os EUA sempre terão de reduzir as taxas alfandegárias à China. Trump já disse que estava disponível para isso.