A Apple anunciou novas mudanças na política da App Store, na mesma linha de algumas das medidas que integram a proposta de acordo que a empresa tem em cima da mesa, para pôr termo a um processo judicial nos Estados Unidos. 

A dona do iPhone, anunciou que a partir do próximo ano passará a permitir que as “reader apps” partilhem um link na sua aplicação na App Store a encaminhar os utilizadores para o site onde podem subscrever o serviço, oq ue também deve significar uma hipótese para realiza.  

Diz o comunicado divulgado pela empresa, que os programadores destas aplicações vão poder “partilhar um link único para o seu site de forma a ajudar os utilizadores a criarem ou gerir as suas contas”. Refere-se também que a Apple vai ajudar estes programadores a garantirem a segurança dos utilizadores, quando os envia para o ambiente fora da loja, o que faz supor que vão existir regras para usar esta possibilidade.  

Na categoria “reader apps” estão aplicações como a Netflix, Spotify ou Amazon Kindle. As app do Netflix e do Spotify, por exemplo, atualmente só podem ser usadas por quem já tem conta criada, pois na app a opção não existe, nem há qualquer ligação para o site das empresas. 

A restrição é mais uma forma de a Apple bloquear toda e qualquer possibilidade de direcionar quem usa as aplicações na loja oficial do iPhone, para compras fora do sistema “oficial” da loja. Tudo por razões de segurança, garante a Apple. Só porque de outra forma a empresa não consegue cobrar a comissão de 30% aplicada a cada transação na plataforma, dizem os programadores.   

O tema é polémico e está na ordem do dia. Dá o mote a uma ação popular de programadores norte-americanos contra a empresa, agora com um acordo em vista, onde a Apple faz algumas concessões embora menos ambiciosas do que os programadores desejavam. As mesmas restrições são o alvo de nova legislação aprovada esta semana na Coreia do Sul

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Depois dos acontecimentos recentes a Apple já tinha proposto, via acordo nos EUA, passar a permitir que os programadores usem as informações de contacto dos utilizadores, a que têm acesso nas suas aplicações na App Store, para comunicar com estes utilizadores fora da plataforma - e poder informá-los da existência de outros meios de pagamento. 

A empresa avança agora com mais esta promessa de mudança, que surge para pôr fim a uma investigação da Japan Fair Trade Commission, em curso desde 2016. Até que a medida entre em vigor há no entanto várias dúvidas por esclarecer. A começar pela classificação de “reader apps”, as únicas cobertas pela nova concessão da Apple, que como sublinha o The Verge, é ambígua e em vários momentos tem gerado confusão. Na definição usada no comunicado agora lançado surgem como apps que não permitem qualquer tipo de compras locais. 

Entretanto, o organismo japonês que investigava a Apple já disse que o acordo alcançado com a Apple põe fim às suspeitas de violação da lei antimonopólio. Esta comissão também revelou que a Apple se comprometeu a prestar informação sobre o escrutínio que faz das aplicações na sua loja durante os próximos três anos, adianta o The Verge. 

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