Os ataques de pirataria informática realizados através da Internet cresceram até agora 64 por cento em 2002, em comparação com o ano passado, de acordo com a segunda edição do relatório Internet Security Threat divulgado ontem pela Riptech.



O estudo desta empresa norte-americana especializada no fornecimento de serviços de segurança baseia-se no período abrangido entre os meses de Janeiro e Junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2001.



Quatro quintos dos ataques cometidos, isto é, 80 por cento, foram executados por piratas localizados em apenas dez países: Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul, China, França, Canadá, Itália, Formosa, Grã-Bretanha e Japão, um aumento de dez por cento em relação aos 70 por cento registados nos seis meses anteriores aos analisados neste documento.



Os analistas da Riptech analisaram também o nível de actividade em termos de ciber-ataques nos Estados considerados pelos Estados Unidos da América como terroristas, sendo que destes, os que se colocam nos lugares cimeiros no que toca à origem de ataques informáticos são o Irão, Paquistão, Egipto, Kuwait e Indonésia.



O Internet Security Threat Report detectou também uma categoria muito específica de atacantes, os hackers de elite, bastante concentrados num determinado alvo mas que constituem um grupo demográfico relativamente pequeno dentro dessa categoria mais abrangente.



Constituindo apenas menos de um por cento de todos os ciber-atacantes, estes hackers são identificados por um elevado número de assinaturas de ataques, pela prolongada duração dos seus ataques e pelo facto de se dedicarem a um pequeno número de alvos seleccionados.



Outras conclusões retiradas deste documento é que os ataques bastante agressivos foram 26 vezes mais prováveis de resultar em danos graves para os sistemas informáticos do que os moderadamente agressivos e que 99,9 por cento da actividade de identificação de vulnerabilidades para eventuais ataques se concentra apenas em 20 serviços.



Este relatório da Riptech aponta ainda para a existência de novas provas de ataques smoke screen, dado que uma pequena percentagem dos ataques com o vírus Code Red tiveram origem em sistemas Unix, o que é tecnicamente impossível, dado que este vírus explora vulnerabilidades do servidor de Internet IIS da Microsoft que está apenas disponível nas suas plataformas Windows NT e 2000. Os analistas consideram que este dado indica que alguns atacantes estão a utilizar o Code Red para disfarçar os seus ataques.



Tendo por origem uma amostra de base de mais de 400 companhias em cerca de 30 países de todo o mundo, o estudo da Riptech baseia-se em análises de data mining de mais de 11 mil milhões registos de firewalls e de sistemas de detecção de intrusões. Desta forma, a empresa isolou mais de um milhão de possíveis ataques e mais de 180 mil ataques confirmados que foram posteriormente analisados.


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