Os resultados globais da Bosch já foram divulgados no início do ano e hoje a empresa partilhou com os jornalistas os resultados e os projetos em Portugal, mas também as principais apostas para os próximos anos. A neutralidade nas emissões de carbono é uma das ambições a atingir já no próximo ano e para isso a empresa vai investir dois mil milhões de euros, recuperando mil milhões com as poupanças energéticas conseguidas, explicou hoje aos jornalistas Javier González, presidente da Bosch em Portugal e Espanha.

Portugal “não tem dúvidas” de que vai também conseguir cumprir esta meta, como garantiu  Carlos Ribas, administrador da Bosch Portugal. Fazendo um balanço da atividade da empresa, o executivo diz que “os últimos cinco anos têm sido extraordinários”, com um crescimento de 13% no último ano e 1,7 mil milhões de faturação, o que é “um dos maiores, senão o maior” crescimento a nível mundial.

Também no recrutamento a operação portuguesa se distingue no Grupo Bosch. Entre os mais de 7.700 postos de trabalho criados em 2018 Portugal foi responsável por mais de 10%, uma marca notória num país pequeno, como salienta Carlos Ribas. São 850 novos colaboradores para um total de 5.300 que estão fixados em Portugal mas que contam com pessoas de mais de uma dezena de nacionalidades diferentes. O número faz da empresa um dos maiores empregadores em Portugal.

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Mas os próximos anos serão mais moderados, com o abrandamento da economia a nível global que tem impacto no negócio, estimando-se ainda assim um crescimento nos resultados e no número de pessoas. O administrador da Bosch Portugal adiantou aos jornalistas que a empresa vai contratar entre 300 e 350 pessoas este ano e que a maioria será para as áreas de Investigação e Desenvolvimento.

Só em 2018 a Bosch investiu 111 milhões em Portugal, canalizados especialmente para os centros de Investigação e Desenvolvimento (I&D). “Quando cheguei à Bosch fazia-se em Portugal sobretudo manufatura […] o desenvolvimento era pequeno, centrado em Aveiro […] Hoje a área da criação, investigação e desenvolvimento é cada vez mais importante e é aqui que se cria valor”, afirmou o administrador da empresa.

No último ano a expansão da fábrica em Braga, onde foram adicionados 20 mil metros quadrados da área de produção e escritórios, foi o principal investimento, mas há vários projetos de I&D em curso, com parcerias de várias universidades. Este ano a empresa estima ultrapassar os 100 milhões de euros de projetos de inovação, somando dois já assinados para Ovar e Braga e mais dois que estão ainda em processo de negociação.

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