O surto de Coronavírus (COVID-19) chegou aos Estados Unidos e o estado de Washington, onde se encontram várias sedes e escritórios de gigantes tecnológicas, está a ser o mais afetado. Até à data, a imprensa local dá conta de 70 casos de infeção e 10 mortes. Numa tentativa de travar a disseminação do COVID-19, a Amazon, a Google, o Facebook e Microsoft pediram aos funcionários em Seattle, um dos focos de infeção, para trabalharem a partir de casa.

A notícia segue após a Amazon e o Facebook terem encerrado alguns dos seus escritórios em Seattle. Em questão, está a confirmação de que funcionários de ambas as empresas contraíram a doença, avança o The New York Times. Logo no início de março, a empresa liderada por Jeff Bezos deu a conhecer que dois dos seus colaboradores vindos de Milão, Itália, tinham sido infetados. Dias depois, a Amazon confirmou que um outro oriundo de Seattle contraiu também o COVID-19. Depois de ter descoberto o primeiro caso de infeção num escritório na mesma cidade, o Facebook optou por encerrá-lo até 31 de março.

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O trabalho remoto está a ser uma das principais recomendações das gigantes tecnológicas aos funcionários que trabalham na região. Tanto a Google como o Facebook restringiram também as visitas aos seus escritórios em Washington para reduzir os riscos de disseminação.

O COVID-19 está a provocar uma disrupção no mundo da tecnologia. Refletindo o receio de uma pandemia, a cotação das gigantes tecnológicas no mercado está a cair "a pique". A 24 de fevereiro, a Apple, a Amazon, a Microsoft, o Facebook e a Alphabet perderam ao todo 237 mil milhões de dólares, sendo que cada uma viu o preço das suas ações diminuir mais de 4%.

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A Apple está a enfrentar dificuldades na produção de equipamentos e já terá avisado os seus empregados e lojas de retalho para eventuais falhas na entrega de iPhones. Poderá haver sobretudo problemas na substituição de equipamentos danificados, numa estimativa de entrega entre duas a quatro semanas, segundo relatam of funcionários.

O surto que já infetou mais de 97 mil pessoas e provocou, até à data, cerca de 3.300 mortos levou também ao cancelamento de vários eventos: desde a edição de 2020 do Mobile World Congress à GDC, passando pelo Global Markiting Summit e o F8 Developer Conference do Facebook.

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