Até ao intervalo da sessão, as ações da Tencent na Bolsa de Valores de Hong Kong tinham caído 6,79%, enquanto as da CATL, cotada na praça financeira da vizinha cidade de Shenzhen, caíram 2,75%.

A Tencent, criadora da popular rede social WeChat e da plataforma de pagamentos Alipay, é também a maior vendedora mundial de jogos de vídeo, com títulos como o League of Legends (LoL) sob a sua alçada.

A CATL é o maior produtor mundial de baterias para veículos elétricos, com clientes importantes não só no mercado chinês, mas também entre as grandes marcas internacionais, como a norte-americana Tesla e a alemã BMW.

"Não somos uma empresa militar ou um fornecedor militar", disse um porta-voz da Tencent, em declarações ao portal norte-americano de notícias tecnológicas The Verge. O porta-voz manifestou a disponibilidade da empresa para trabalhar com as autoridades norte-americanas.

Também um representante da CATL classificou a listagem como um erro, negando que a empresa esteja envolvida em atividades relacionadas com as forças armadas chinesas.

O The Verge observou que ambas as empresas vão tentar contestar a inclusão naquela lista.

A inclusão na lista negra do Departamento de Comércio não conduz automaticamente a sanções ou restrições, mas pode resultar em obstáculos aos seus negócios nos Estados Unidos, como aconteceu com o fabricante chinês de veículos aéreos não tripulados (drones) DJI, que foi adicionado à lista em 2020. Recentemente ganhou mais um ano para provar que não é uma ameaça à segurança nos EUA.

O caso da Huawei é diferente e depois de ter sido colocada na lista negra a empresa tem enfrentado uma série de sanções e restrições, nomeadamente no acesso a chips e a software produzido por empresas norte americanas, o que impede a venda de telemóveis com sistema operativo Android.

Nem todas as empresas que entram na lista permanecem nela: a empresa de tecnologia chinesa Xiaomi foi adicionada em 2021 e retirada apenas alguns meses depois.