Apesar da sua popularidade, a mineração de criptomoedas é uma prática que consome um elevado nível de energia. A preocupação com a sustentabilidade é crescente e, depois de ter suspendido o pagamento de automóveis da Tesla com Bitcoin, Elon Musk quer ir mais longe e incentivar quem minera criptomoedas a ter práticas mais “amigas” do ambiente.

Através da sua conta no Twitter, o empresário dá a conhecer que se reuniu com os principais grupos de mineração de Bitcoin nos Estados Unidos, que afirmam que se comprometem a publicar os seus planos atuais e futuros para o uso de energias renováveis e a encorajar outros em todo o mundo a fazer o mesmo.

A decisão foi confirmada por Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, através do Twitter. O responsável afirma que as entidades participantes, que incluem, Argo Blockchain, Blockcap, Core Scientific, Galaxy Digital, Hive Blockchain Technologies, Hut 8 Mining, Marathon Digital Holdings e Riot Blockchain, concordaram em o “Bitcoin Mining Council” para “promover o uso transparente de energias e acelerar iniciativas de sustentabilidade em todo o mundo”.

Recorde-se que, no final de março a Tesla tinha anunciado que ia começar a aceitar pagamentos dos seus automóveis com Bitcoin nos Estados Unidos. A empresa de Elon Musk também tinha feito um investimento de 1,5 mil milhões de dólares na criptomoeda.

No entanto, em maio, Elon Musk partilhou através do Twitter o novo posicionamento da empresa, que afirmava estar preocupada com o rápido aumento no uso de combustíveis fósseis para mineração e transações da Bitcoin, especialmente o carvão, que tem a maior taxa de emissões.

O empresário continua a defender que as criptomoedas são uma boa ideia a vários níveis, acreditando no seu futuro, mas que não podem ter como custo o ambiente. Na mensagem deixada no Twitter, é referido que a Tesla não vai vender as suas Bitcoins, tendo intenções de as utilizar quando a mineração utilizar energia mais sustentável.

Mineração de Bitcoin já consome mais energia do que a Argentina
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De acordo com a Universidade de Cambridge, as operações globais de mineração de Bitcoin já consomem mais energia do que toda a Argentina. Os números mais recentes indicam que o processo consome 121,36 terawatt de eletricidade por hora. O consumo equivale a 0,5% de toda a energia produzida anualmente no planeta.

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