A Solidium, empresa pública da Finlândia que gere as participações do Estado em empresas, investiu 844 milhões de euros numa posição de 3,3% na Nokia. O propósito é fortalecer a influência governamental sobre a fabricante.

"Acreditamos que este será um bom investimento. É preciso lembrar que a Nokia é a maior empresa da Finlândia e a participação do Estado tem sido muito pequena", afirmou o CEO da Solidium, Antti Makinen, em declarações à Reuters.

Há uma década, a Nokia governava o mercado global de telefones móveis, mas o colapso desse negócio foi umas das causas dos anos de estagnação económica da Finlândia e da qual só agora parece estar a recuperar.

Há mais mudanças a caminho da Nokia
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A tecnológica era um dos grandes motores da economia finlandesa, representando cerca de 4% do PIB do país e 20% das suas exportações, mas depois de ter vendido o seu negócio de telemóveis à Microsoft, em 2014,  viu-se obrigada a cortar milhares de postos de trabalho.

Agora, a empresa está agora focada na indústria de redes de telecomunicações e emprega mais de 100 mil pessoas no total, 6.300 só na Finlândia.

"Os factores atractivos para nós são a forte posição de mercado da empresa combinada com uma ampla experiência tecnológica", afirmou Makinen à agência noticiosa.

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