O abrandamento da economia global, a inflação e subida de preços, assim como a incerteza para o futuro por parte dos consumidores, são motivos apontados para os fracos resultados financeiros registados pelas grandes tecnológicas nos recentes relatórios de resultados do trimestre. A Alphabet, casa-mãe da Google, por exemplo, cresceu 6%, com lucros de 14 mil milhões de dólares, o que foi considerado o pior resultado financeiro da última década.

Mas os piores resultados vieram da Meta, a empresa de Mark Zuckerberg, com as receitas a caírem 4%, depois de uma quebra de 1% no trimestre anterior. A sua continuada aposta no metaverso, num investimento que tem sido visto como um “saco roto”, tem colocado o líder na mira dos analistas de Wall Street. Continuam as dúvidas da razão em continuar a investir em IA e metaverso, sem uma clara ideia de quando vai apresentar resultados. E com isso, o negócio de publicidade está em erosão.

Esta incerteza na indústria tecnológica tem assustado os investidores e segundo o Financial Times, a avaliação de valor na bolsa das principais empresas tecnológicas caiu em 550 mil milhões de dólares. Ou seja, a combinação da desvalorização da Alphabet, Amazon, Apple, Meta e Microsoft.

Os analistas não estão a ver com bons olhos os grandes investimentos no metaverso, e como refere um especialista da Jefferies, existem demasiadas apostas experimentais contra apostas em núcleos já provados. Os analistas da Morgan Stanley, numa nota aos investidores, referem que estão a quebrar com a sua prática normal de não atribuir um ranking depreciativo imediato em resposta às más notícias, porque os planos de investimento da Meta podem estar a mudar paradigmas.

O certo é que Wall Street respondeu à apresentação de contas da Meta com um trambolhão de 22% na valorização da gigante tecnológica, ou seja, 80 mil milhões de dólares no corte do seu valor de mercado.

Além da Meta, a Alphabet também continua a investir em IA, tendo contrariado a tendência de redução de custos e contratado 13 mil novos funcionários nos últimos três meses. E isto contra a recomendação do seu líder, Sundar Pichai, que apelou à empresa para ser mais focada nos seus gastos, reporta o FT.

Do grupo das gigantes tecnológicas, ainda assim, foi a Microsoft aquela que mais desvalorizou em Wall Street. A gigante perdeu 174 mil milhões de dólares de valor de mercado, depois da sua apresentação de contas. Nos três meses terminados em setembro, os primeiros do ano fiscal 2022-2023, a Microsoft melhorou as receitas em 11% para 50,1 mil milhões de dólares, acima das expectativas do mercado, mas abaixo das taxas de crescimento conseguidas pela empresa nos últimos cinco anos. Os lucros caíram 14% para 17,6 mil milhões de dólares e os ganhos por ação também recuaram, 13% para os 2,35 dólares.

O negócio de cloud viu materializada um crescimento das receitas na ordem dos 24%, para 25,7 mil milhões de dólares. Ainda assim, a Microsoft diz que o negócio de cloud computing está a abrandar mais rápido do que o esperado. E sendo considerado o negócio com maior potencial de resiliência, essa notícia não caiu bem no mercado de investimento, sendo uma das razões pelo trambolhão em Wall Street.

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