Durante a abertura da mais recente conferência anual Huawei Connect, em Xangai, Guo Ping, o presidente rotativo da fabricante chinesa, afirmou que a "agressão implacável " do governo norte-americano colocou a empresa sob forte pressão e que o seu objetivo agora é lutar para sobreviver.

“A Huawei está numa situação difícil", sublinhou Guo Ping na primeira declaração pública do presidente do fabricante desde a entrada em vigor das mais recentes medidas da Administração Trump.

Recorde-se que em maio, o governo norte-americano tinha imposto novas restrições às empresas chinesas, como a Huawei, que estão na sua “lista negra”. A medida estabelecia que, a partir de 15 de setembro, os fornecedores globais da Huawei que usam tecnologia norte-americana no desenvolvimento ou produção dos seus produtos teriam de pedir uma autorização a Washington para venderem componentes essenciais à empresa chinesa.

Algumas fabricantes norte-americanas, como a Intel ou a AMD, anunciaram que obtiveram a aprovação de Washington para fornecerem alguns produtos à Huawei. Outros fornecedores não norte-americanos pediram a licença aos Estados Unidos para trabalharem com a empresa chinesa, mas ainda não receberam resposta.

De acordo com Guo Ping, a empresa continua a "avaliar cuidadosamente os impactos", sublinhando que a "batalha pela sobrevivência" é agora o seu principal objetivo. O presidente lembrou que a Huawei vai continuar a investir em conectividade através do reforço da estratégia 1+8+N, computadores de alto desempenho ou em inteligência artificial, afirmando que a sinergia entre os vários campos é fundamental para a empresa e para o setor como um todo.

A situação tem vindo a complicar-se para a Huawei e depois de vários prolongamentos sucessivos das autorizações para que as empresas norte americanas continuassem a negociar com a Huawei, em Agosto a administração de Trump não renovou o compromisso, e os efeitos já se estão a fazer sentir no acesso a componentes fundamentais,  como os chips e ecrãs, existindo já notícias de que a Samsung e a LG podem deixar de fornecer displays à empresa chinesa.

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Recorde-se que, no início de setembro, Richard Yu, diretor executivo e CEO da área de consumo da Huawei, confirmou que em 2021 a empresa vai mesmo passar a usar o HarmonyOS nos seus smartphones.

A disponibilização do sistema operativo, outrora considerado um “Plano B”, será feita de forma gradual e vai chegar primeiro às TVs e relógios. Contrariando os rumores que circulavam, Richard Yu, não traçou uma linha definitiva de abandono ao Android.

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