A consultora especializada em tecnologia International Data Corporation (IDC) divulgou os seus números relativos à venda de smartphones no primeiro trimestre de 2019. O grande vencedor no período analisado é claramente a Huawei, tendo ultrapassado a Apple e passado a ser a segunda maior fabricante mundial de smartphones (superada apenas pela Samsung).

A Huawei já tinha ascendido ao segundo lugar em 2017, acabando por perder a posição para a Apple, mas desta vez parece ter atingido o estatuto de forma mais sólida. A fabricante chinesa registou um total de 59,1 milhões de smartphones vendidos no primeiro trimestre de 2019, uma subida significativa face ao mesmo período de 2018 em que, segundo os dados da IDC, tinham sido vendidas 39,3 milhões de unidades (o que corresponde a um aumento de 50,3%).

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Consolidado o segundo posto, o principal objetivo da Huawei continua a ser o de chegar à liderança mundial, cenário que parecia pouco realista até há poucos meses. Contudo, a meta está agora muito próxima de ser alcançada. A empresa chinesa prevê ultrapassar a Samsung até ao final do ano, e se mantiver a taxa de crescimento atual restam poucas dúvidas de que tal se venha mesmo a verificar. De salientar que todo o progresso alcançado pela Huawei tem sido conseguido, fundamentalmente, à custa do seu sucesso nos mercados chinês e europeu, já que a marca chinesa é praticamente inexistente em território americano.

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Por sua vez, a Samsung registou uma queda de 8,1% no primeiro trimestre, com as vendas a descerem de 78,2 milhões de telemóveis para 71,9 milhões – o que representa, para já, um número suficiente para manter a primeira posição, mas com uma diferença cada vez menor para a Huawei. A empresa coreana afirmou, porém, que as vendas da sua nova série topo de gama Galaxy S10 têm sido bastante sólidas, sendo que aposta simultaneamente na gama média (Galaxy A) para enfrentar a concorrência da Huawei.

Mais preocupantes parecem ser os resultados da Apple. A venda de iPhones registou uma queda de 30,2% face ao primeiro trimestre de 2018, caindo de 52,2 milhões de unidades para 36,4 milhões. A empresa de Cupertino tem vindo a perder quota de mercado para a concorrência, e nem a descida do preço dos iPhones na China foi suficiente para inverter a tendência. Segundo as previsões da IDC, o resto do ano continuará a apresentar desafios bastante difíceis para a Apple, tendo em conta a aposta dos rivais na tecnologia 5G e em dispositivos dobráveis, que poderão deixar a empresa liderada por Tim Cook ainda mais para trás da concorrência no que à venda de smartphones diz respeito.

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