Para muitos internautas as relações estabelecidas com outros membros de comunidades online, são tão importantes como os laços travados no mundo real, mostram os dados de um estudo conduzido pelo Annenberg Digital Future Project.
Os resultados da 6ª análise anual, sobre o impacto da rede na sociedade, revelam que 43 por cento dos norte-americanos, que pertencem a comunidades online, colocam o mundo virtual no mesmo patamar de importância da vida real.
Por ano, em média, cada inquirido estabeleceu amizade com 1,6 pessoas que havia conhecido na rede, enquanto que, as amizades exclusivamente virtuais se fixaram nas 4,64 pessoas por internauta.
Os resultados do estudo mostram que mais de 40 por cento destes utilizadores acedem à Internet porque esta permite que se mantenham em contacto com a família e amigos, o que leva Jeffrey Cole, director da Universidade da Califórnia do Sul a afirmar que a Web está a tornar-se cada vez mais importante nas relações sociais.
Desde 2003, o número de bloggers norte-americanos tem vindo a aumentar perfazendo agora 7,4 por cento do total de internautas. Por outro lado, o número de utilizadores que publica fotos online já é comum a 13,6 por cento dos indivíduos que acedem à Internet. A maioria dos membros de comunidades online afirmaram que acedem a estes serviços pelos menos uma vez por dia interagindo com outros utilizadores.
De acordo com a análise, pelo menos 20 por cento de todos os utilizadores da Web referem que as actividades online lhes dão ideias de como agir na vida real em pelo menos uma situação por ano.
Um pequeno grupo de inquiridos afirma que os seus filhos passam tempo demais na Internet, já que, os utilizadores com idades acima dos 12 anos passam em média 8,9 horas por semana a navegar na rede, o que corresponde a um aumento superior a 7,9 horas face ao ano passado. Contudo, 70 por cento dos pais referem que os seus filhos passam o tempo suficiente ou adequado online.
Os mais novos afirmam que a Internet é um auxiliar para os trabalhos escolares embora, três quartos dos pais revelem que as notas dos seus filhos não sofreram qualquer alteração desde que estes começaram a aceder à rede.
Os dados recolhidos pelo Annenberg Digital Future Project foram baseados em duas mil entrevistas individuais nos Estados Unidos ao longo dos últimos seis anos.
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