Segundo o ranking elaborado pela Competitividade Digital do IMD World Competitiveness Center, em parceria com a Porto Business School, Portugal voltou a acelerar o ritmo de competitividade a nível mundial, ocupando agora o 34º lugar na tabela. O país recupera assim três posições face ao ano passado, quando caiu para o 37º lugar na tabela de competitividade digital. Este ano serviu ainda para reverter a tendência decrescente registada nos últimos cinco anos, com exceção de 2018.

O estudo avaliou 64 economias mundiais, salientando que Portugal encontra-se agora mais competitivo a nível digital, registando uma subida na maioria dos indicadores analisados. No indicador Preparação para o Futuro, Portugal assume agora a 38ª posição, subindo três lugares da 41ª posição anterior. Isto deveu-se à maior adaptação e integração de TI. Ainda assim, é apontado que o país tem uma lacuna na utilização de ferramentas digitais, tais como Big Data e Analytics, que está a atrasar a evolução a nível nacional, impedindo de ter uma maior agilidade empresarial.

Veja na galeria os dados competitividade digital ao detalhe:

Quanto ao indicador de Conhecimento, Portugal subiu uma posição, de 33ª para 32ª, justificado pelo talento e concentração científica que existe no país, destacando-se as competências digitais e tecnológicas da população e a formação na área das ciências como pontos mais fortes. A maior fraqueza de Portugal é o indicador de Tecnologia, no qual manteve a mesma posição, mas o enquadramento tecnológico e regulamentar que a fez estagnar, sendo referido exemplos como o número reduzido de subscritores de banda larga móvel e a qualidade das redes wireless.

O diretor executivo da Porto Bussiness School, Rui Coutinho, salienta que Portugal está a recuperar o fôlego, mas ainda tem um longo caminho a percorrer. “Para conseguirmos acompanhar o ritmo mundial, precisamos de acelerar o investimento na geração e transposição de conhecimento nas áreas digitais para as empresas e de investir claramente em novas infraestruturas e ferramentas digitais, como a big data e analytics”. Reforça que o país tem de reter o talento e expertise para ser mais empreendedora, ágil e adaptativo.

Fazendo uma retrospetiva, Portugal alcançou a 32ª posição em 2018, ano considerado sólido nas competências digitais. Posição que perdeu em 2019, e que no ano seguinte devido à pandemia também não foi favorável.

Relativamente ao Top 5, apenas dois países europeus estão na lista, a Suécia em terceiro e a Dinamarca em quarto. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, em segundo Hong Kong e em quinto Singapura. Os Estados Unidos lideram a lista pelo quinto ano consecutivo, justificado pelas atitudes de consumo altamente reativas, prevalência doméstica da tecnologia e a confiança nas empresas no capital de risco acessível. Já a Hong Kong trocou a anterior posição com Singapura.

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