A decisão vem aliviar a situação de tensão em que a empresa chinesa de telecomunicações se encontra desde maio, quando a presidência norte americana decidiu incluir a Huawei na lista negra, levando a uma série de decisões em cascata de fornecedores norte americanos que fecharam a porta ao fornecimento de software, hardware e tecnologia. Uma moratória de 3 meses, suspendendo a decisão até melhor avaliação, permitiu à Huawei continuar os acordos que mantinha com fornecedores como a Google, Intel e Microsoft, mas dependendo de uma decisão final, que deveria acontecer em meados de agosto.

A expectativa para o encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e Donald Trump, esta semana no G20, era grande, antecipando-se a possibilidade da resolução da "guerra comercial" entre os dois países e da situação da Huawei.

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Donald Trump, disse em conferência de imprensa que as empresas americanas estão autorizadas a continuar a negociar com a Huawei, numa aparente concessão depois das discussões iniciais com o presidente chinês Xi Jinping. As declarações surgem depois do acordo com a China para uma trégua na guerra comercial durante a cimeira do G20 em Osaka, no Japão.

"Concordei em permitir que nossas empresas - você sabe, empregos, eu gosto de nossas empresas vendam coisas para outras pessoas. Então eu permiti que isso acontecesse. Não é fácil - isso não é fácil de fazer", afirmou Donald Trump em conferência de imprensa, citado pelos meios internacionais.

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O presidente norte-americano admitiu que há muito dinheiro envolvido e que as empresas americanas estavam muito chateadas com a situação do bloqueio à Huawei. "As nossas empresas estavam muito chateadas. Essas empresas são grandes empresas que você conhece [...] Mas estamos permitindo isso. porque isso não era segurança nacional ", explica, acrescentando "estamos a permitir que eles vendam".

Apesar destas afirmações, Donald Trump não confirmou que a Huawei vai sair da lista negra onde o Departamento de Comércio dos Estados Unidos a colocou.

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