O comércio electrónico de viagens em Portugal alcançou receitas de 200 milhões de euros, o que representa um crescimento de 70 por cento no sector, mostra uma análise da DBK.




A consultora adianta que a "rápida penetração da Internet nos lares, as ofertas e descontos aplicados nas vendas online, a crescente quota de mercado das companhias aéreas low-cost e a entrada de novas empresas neste canal" são alguns dos factores que justificam o forte crescimento registado no sector.




Os resultados mostram que as companhias aéreas detêm a maior participação no volume de negócio obtido no ano passado já que facturaram 102 milhões de euros. As empresas de aluguer de automóveis e as agências virtuais obtiveram participações individuais de cerca de 11 por cento, ou seja, de 22 milhões de euros cada uma.




De acordo com a DBK, a ligação das agências de viagens consideradas tradicionais ao negócio online está a decorrer de forma lenta, tendo obtido em 2006 uma quota sobre o valor total de vendas de viagens através da Internet na ordem dos 9,5 por cento.




A análise refere que no ano passado o número de páginas através das quais se vendem serviços turísticos para Portugal era de uma centena. A TAP, a Netviagens, a Avis, o Grupo Pestana e a Portugália são os grupos de empresas que lideram as vendas de viagens pela Internet, tendo 54 por cento da facturação sido gerada por estes grupos em 2006.




A consultora indica que no biénio 2007-2008 este sector irá registar um crescimento de 60 por cento, chegando aos 500 milhões de euros. Por outro lado, as companhias aéreas "continuarão a ser um dos principais impulsores do crescimento do mercado".




As estimativas apontam ainda para um forte aumento na procura e no número de operadores, factores que devem ser potenciados pela adesão ao negócio electrónico, quer por parte das empresas recentes como pelos operadores já estabelecidos que põem em marcha vendas através das suas páginas online.




Outra das tendências a observar será a intensificação dos investimentos nas áreas de design, conteúdos e qualidade dos websites, uma estratégia que, segundo a DBK, marcará a diferenciação das ofertas.




A melhoria das ferramentas de busca, simplificação dos processos de compra, adaptação da oferta às necessidades dos clientes e desenvolvimento de serviços dirigidos ao mercado empresarial, serão outras apostas que irão marcar o futuro deste sector, garante a consultora.




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