Há cada vez mais lares portugueses com acesso à Internet. De acordo com um novo estudo do Observatório da Comunicação (OberCom), a percentagem de agregados domésticos com ligação à rede passou de 51,2% em 2010 para 57% no final do ano passado, registando um crescimento de 5,8 pontos percentuais.

Segundo a mesma fonte, a casa continua a ser o principal ponto de acesso à Internet para os portugueses, sendo a navegação feita sobretudo a partir de ligações de banda larga, por cabo (38,6%) ou ADSL (29,7%). A fibra ótica apresenta ainda "uma penetração residual" (7,7%), afirmam os responsáveis pela análise.

O acesso móvel, por outro lado, continua a ter também uma presença tímida entre os hábitos de utilização da rede por parte dos internautas nacionais. A banda larga móvel é a única que "atinge percentagens significativas (25,4% dos inquiridos), lê-se no documento.

Tablet e smartphone continuam a ser "acessos percentualmente residuais em Portugal", afirmam os analistas, sem mencionar os valores em causa. O preço, custos do acesso, o tipo de conhecimentos necessários à utilização destes equipamentos são algumas das razões apontadas para a fraca penetração registada.

O relatório, denominado A Internet em Portugal 2012, é elaborado com base em valores recolhidos em dezembro de 2011, no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede, e apresenta-se como "um primeiro esforço do OberCom na exploração daquilo que é a relação dos portugueses com a Internet", esclarece o Observatório.

Assim, os responsáveis afirmam que os portugueses obedecem ainda a uma "lógica conservadora, seguindo uma cronologia histórica de adoção" no que respeita aos equipamentos que têm em casa: 99% possuem televisão, 88,5% têm telemóvel, 72,7% contam com um rádio e 61,3% com telefone fixo. A Internet (fixa) surge em quinto na lista, estando presente em 57,2% das casas dos inquiridos.

Os últimos dados revelados anível europeu, divulgados no final de maio pelo Interactive Advertising Bureau (IAB), colocavam a percentagem de cidadãos com acesso à Internet nos 65%, pelo que Portugal estará, ainda assim, abaixo da média europeia.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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