A partir do novo Language Technical Resolution Center em Portugal, a Colt dará apoio em inglês, alemão, francês, italiano e espanhol em serviços de telecomunicações para todo o mundo. Com as novas instalações, a empresa passa assim a deter um segundo centro de competência no país, que se junta ao centro Premium Network Services em Portugal, inaugurado em 2016.

O novo centro de competências não é o primeiro, “mas é muito relevante”, explicou Carlos Jesus, acrescentando que é fruto dos resultados conseguidos com os serviços prestados a partir das instalações mais antigas. “É o espelho do seu sucesso do primeiro. O facto de ter corrido tão bem deu as referências necessárias para a Colt decidir continuar a investir no mercado português”.

Nos dois centros, a Colt fica a empregar aproximadamente 80 pessoas, das quais cerca de 75% estão alocadas a funções de suporte global. A abundância de recursos com competências terá sido, inclusive, um dos factores que mais contribuiu para a escolha de Portugal para as novas instalações, face a outras possíveis localizações concorrentes. "Claramente os custos são maiores (...) mas achámos que são recursos que podemos desenvolver internamente, e isso é importante".

Presente em Portugal desde 2001, a fornecedora de soluções de banda larga tem no país 830km de fibra que ligam 12 data centers e mais de 760 edifícios de empresas nas cidades de Lisboa, Oeiras e Porto. Sem revelar números, avança que os últimos anos têm sido de crescimento e que 2018 não será exceção. "E numa subida acima do registado em 2017", segundo referiu Carlos Jesus, CEO da subsidiária portuguesa, num encontro com jornalistas, esta terça-feira.

A empresa tem crescido em vendas, mas também em termos geoestratégicos, "ajudando cada vez mais outras empresas a virem para Portugal", referiu Carlos Jesus. “Grandes empresas, multinacionais, que criam a sua business unit ou os os seus centros de competência. Isto é bom para nós, mas também é bom para o país”.

O responsável da Colt destacou também o facto de Portugal ser o país – ou estar entre os países - com maior ligação de cabos submarinos no mundo, e o facto de isso trazer muitas oportunidades para uma empresa como a Colt.

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