O plano já está em marcha e foi confirmado por fontes anónimas ao Financial Times: já há operadoras de telecomunicações na Europa que estão a instalar sistemas de bloqueio de anúncios nos seus servidores. Gigantes como a Google - a principal visada da medida -, AOL, Yahoo e Microsoft também deverão sofrer com a medida.

A acontecer o bloqueio deverá ter início no final de 2015 e vai incidir tanto em anúncios de páginas Web como nas aplicações mobile, segmento onde a publicidade online tem crescido a grande ritmo.

A legalidade da ação é questionável, sobretudo tendo em conta as regras da neutralidade da Internet - que dizem que não deve haver discriminação de conteúdos durante a sua distribuição. Mas nesse caso os operadores podem “esganar” os anúncios só durante um curto período, não provocando o mesmo impacto financeiro, mas despertando a consciência das grandes tecnológicas.

De acordo com o FT, as operadoras podem criar um serviço de subscrição com base neste bloqueio, mas têm em última instância “a bomba” que desligaria por completo a rede de anúncios de todos os utilizadores dos seus serviços de Internet.

O braço de ferro estará relacionado com a não partilha de receitas por parte da Google. As empresas de telecomunicações sentem-se de certa forma injustiçadas por investirem fortemente no desenvolvimento de infraestruturas para a distribuição de Internet, meio através do qual as grandes gigantes da Internet se propagam.

Um porta-voz da Google já comentou o rumor dizendo que as pessoas subscrevem pacotes de Internet para poderem aceder a aplicações, vídeos, serviços de email e outras ferramentas, “muitas das quais são custeadas pelos anúncios”. “A Google e outras empresas de Internet investem fortemente no desenvolvimento destes serviços e nas infraestruturas que os mantêm”, declarou o responsável.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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