O cabo submarino internacional que vai ligar Portugal ao Brasil, e que deverá estar operacional no segundo trimestre de 2021 ,vai ter capacidade de deteção sísmica no ramo entre o Funchal e Sines. Este é o primeiro sistema internacional no mundo com a integrar esta funcionalidade, garante a ANACOM, e as informações recolhidas poderão contribuir para uma tomada de decisão sobre a produção de alertas e avisos de ocorrência de tsunamis e de terramotos.

Os dados sísmicos recolhidos pelo sistema que recebeu o nome de EllaLink serão entregues para armazenamento, processamento e estudo às universidades nacionais, agências e institutos públicos que estudam e abordam a atividade sísmica. O objetivo passa por melhorar o conhecimento científico do fundo marítimo da plataforma continental portuguesa, existindo também a possibilidade de contribuir para a avaliação da produção de certos tipos de alertas.

Em 2017 a ANACOM alertou o Governo para a necessidade de substituição do anel Continente-Açores-Madeira (CAM), que estará ao serviço até o final de 2024. Isto por considerar que a "sua substituição é absolutamente necessária para garantir a coesão territorial entre as Regiões Autónomas e o Continente". Um ano depois desafiou o sector, operadores e fabricantes para que fosse considerada a possibilidade de, no novo Anel CAM, os futuros cabos submarinos realizarem deteção sísmica.

Luz verde para construção de cabo submarino de fibra ótica entre Portugal e Brasil
Luz verde para construção de cabo submarino de fibra ótica entre Portugal e Brasil
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Mais recentemente, no início de 2019, a construção do cabo submarino de fibra ótica para transmissão de dados foi aprovada. O sistema vai ligar Portugal, através de Sines a Fortaleza, ao Brasil, tornando mais próximo a ligação entre a Europa e a América Latina. O cabo intercontinental é fruto do acordo entre a EllaLink e a Alcatel Submarine Networks (ASN).

A deteção ambiental e sísmica, através da utilização de cabos submarinos de comunicações, poderá ser possível através de variados métodos que se complementam, garante a ANACOM. Exemplo disso é a utilização de sensores submersos, deteção dita “molhada”, quer pela não recorrência à utilização de sensores submersos deteção dita “seca”.

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