Um estudo da Ericsson ConsumerLab concluiu que os utilizadores estariam dispostos a utilizar mais as ligações de Internet móvel se as velocidades dos serviços fossem maiores e se os preços mais baixos. A "cobrança inteligente" como refere a investigação seria positiva tanto para operadoras de telecomunicações como para os clientes.

Na altura de escolher um plano de dados os consumidores dão mais importância à qualidade e cobertura de rede, ao preço do serviço e à facilidade na compreensão do plano de dados. É por este motivo que, como apurou o inquérito, os utilizadores norte-americanos e ingleses dificilmente trocariam os tarifários ilimitados que têm por um plano de dados mais condicionado e que envolvesse a gestão pessoal dos consumos.

Ao contrário, os brasileiros e os indonésios estão habituados a gerir o consumo que fazem e a pagar pelo que utilizam, logo, uma limitação em tráfego mas que seria acompanhada de uma descida de preço seria bem-vinda. Isto justifica-se pelo facto de as operadoras não terem criado um valor de utilização passo a passo e baseado nos hábitos específicos de cada mercado.

O inquérito da Ericsson ConsumerLab revela que 40 a 45% das pessoas diz que utilizaria mais o telemóvel se tivesse uma maior velocidade de ligação à rede, enquanto 30 a 45% considera que baixar o preço dos tarifários é fundamental para dar mais uso a estes serviços.

Numa perspetiva mais técnica 30 a 40% das respostas indica que a bateria do telemóvel teria que ter mais longevidade para utilizarem com mais frequência os planos de dados.

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Mas independentemente das preferências e opiniões dos utilizadores, os próximos anos vão ser marcados por um aumento na adesão e consumo de planos de dados por causa do crescimento do mercado dos smartphones.

"É claro que aparelhos mais avançados encorajam uma utilização mais elevada da internet móvel. Com uma rápida adoção de smartphones em todos os mercados, esperamos ver um número crescente de pessoas a desenvolver hábitos de dados mais avançados, à medida que a internet em movimento se torna uma parte natural da vida diária", refere em comunicado a chefe de equipa do Ericsson ConsumerLab.

Os resultados da investigação baseiam-se em "entrevistas com 2.300 utilizadores de internet móvel, com idades compreendidas entre 16 e 59 anos, nos Estados Unidos, Reino Unido, Indonésia e Brasil".

Nota de redação: foi corrigida uma gralha no texto


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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